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O primeiro dia do CONARH faz reflexões sobre protagonismo nas empresas

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Um dos questionamentos cada vez mais trazido à tona dentro das empresas diz respeito à qualidade de vida. O bem-estar é catalisador não somente para profissionais atuarem com maior motivação e interesse, mas também para que, em âmbito pessoal, cada indivíduo se torne uma pessoa mais feliz e determinada.

A questão da qualidade de vida foi protagonista no primeiro dia do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH). As mais diversas palestras trouxeram à tona o quanto pessoas e organizações caminham juntas em prol de um bem maior.

Palestra: O caminho para a transformação e geração de propósito

Na palestra de abertura, o casal Iara e Eduardo Xavier, fundador do projeto Caçadores de Bons Exemplos, e o atleta cinco vezes medalhista em Jogos Paralímpicos, Yohansson Nascimento, ressaltaram a importância de cada pessoa trazer para dentro de si a ideia de que todo obstáculo deve ser superado e devemos tomar ações para isso, como é o caso do esportista. Yohansson diz que escolheu vencer e ser o melhor no que faz ao invés de se entregar às lamentações por conta de sua deficiência.

Já o casal trabalha com um projeto inspirador no qual afirma ter conhecido mais de 1.600 bons exemplos espalhados pelo Brasil. São iniciativas simples que mobilizam e fazem a diferença em suas respectivas comunidades. “O que vimos em comum em todos é que são pessoas que não falam dos problemas, e sim buscam soluções”, ressalta Iara.

Palestra: Crescimento em alta velocidade e cultura empreendedora em gestão de pessoas

Diretor de pessoas da Stone Pagamentos, provedora de soluções de pagamentos, e fundador da Mindsight, startup que busca aplicar inteligência de assessment, Thaylan Toth falou a respeito do quanto o mercado subvaloriza e desperdiça potenciais por conta de um método vago utilizado no processo de avaliação de pessoas.

Segundo o especialista, quando um recrutador analisa um currículo ele se prende ao passado do candidato, porém, “ninguém aponta bons potenciais apenas lendo sobre experiências prévias”, explica.

Além disso, Toth aponta para a importância de se ter uma boa gestão de pessoas. O crescimento de um profissional só contribui para a organização. E quando se trata de um público mais jovem, alguns cuidados devem ser ainda maiores. ”Nosso grande diferencial é nosso grande problema. O pessoal jovem é de fato mais volátil. Ano passado nosso turnover foi em torno de 45%. Mas o mesmo ocorre com Amazon, Likedin e Google que ficam em torno de 40%. O que é preciso é garantir que se tornem líderes”, acrescenta.

Palestra: Como fazer coisas extraordinárias, viver uma vida criativa e ser protagonista do próprio futuro

Não é incomum encontrar pessoas que se sintam diferentes em ambientes profissional e pessoal. Em outras palavras, é como se tivessem mais de uma personalidade e cada uma delas fosse aplicada na ocasião que mais combina.

Em sua palestra, Gustavo Ziller, sócio-fundador da Aorta, desenvolvedora de aplicativos móbile, levantou a questão de que “o pior acontece quando separamos as personas, a pessoa de dentro da empresa que está fora dela”. Um bom profissional se desenvolve em um ambiente que ofereça qualidade de vida.

Para Ziller, é essencial que fatores que líderes, diretores, assumam um papel que vá além de somente “responder perguntas”. “A gente (líder) está acostumado a responder perguntas, mas a pessoa (colaborador) pode te jogar um chamado, algo nas entrelinhas. A mágica acontece quando a gente responde o chamado. Precisamos responder mais chamados e responder menos perguntas”, conclui.