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O poder da autorregulação na decisão de melhores escolhas

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A autorregulação é uma habilidade de que precisamos sempre que queremos fazer uma boa escolha ou trabalhar em direção a um objetivo, especialmente quando sentimentos fortes estão envolvidos - em nós mesmos ou nos outros.

Imagine o seguinte cenário: seu filho de oito anos é repetidamente cutucado com um lápis por seu colega na escola. Como ele responde?

Ele suporta os golpes sem reclamar usando força de vontade, ou fica em silêncio, sucumbindo a sentimentos de medo ou impotência. Ele perde o autocontrole e age, atacando verbalmente o seu colega de classe ou cutucando ele de volta. Ou o seu filho “se autorregula” considerando suas opções e recursos, fazendo um balanço de seus sentimentos e pontos fortes, refletindo sobre a experiência passada e respondendo deliberadamente? 

A autorregulação pode parecer uma tarefa difícil - mas também é a melhor escolha, segundo Erin Clabough, neurocientista, mãe de quatro filhos e autora do livro Second Nature: Como os pais podem usar a neurociência para ajudar as crianças a desenvolverem empatia, criatividade, e autocontrole.

Infelizmente, as qualidades que apoiam a autorregulação estão em declínio entre as crianças. Segundo a autora, o autocontrole em crianças pequenas (na sua amostra, as crianças americanas) regrediu em dois anos desde a década de 1940. A empatia diminuiu entre os estudantes universitários em 30 anos e a criatividade e o pensamento crítico declinaram ao longo de 20 anos, especialmente entre crianças do jardim de infância até a terceira série.

Mas, se quisermos viver em uma sociedade civil, pacífica e produtiva, interromper essas tendências é imperativo. “A autorregulação é um negócio muito maior do que o simples autocontrole”, escreve Clabough. "Não é apenas a capacidade de pausar o comportamento, mas é ter flexibilidade para dinamizar o comportamento; a capacidade de abrir caminho para um objetivo, preservando ao mesmo tempo a confiança e a reciprocidade nas pessoas ao seu redor".

Com uma maior autorregulação, as crianças não só serão mais saudáveis ​​do ponto de vista psicológico, como também serão mais altruístas, gentis e ligadas à sua comunidade. E, escreve Clabough, eles também podem esperar um maior sucesso acadêmico, um "impulso na carreira" e "maior competitividade em uma economia global". 

A pesquisadora reforça ser útil que os pais saibam que, na verdade, reforçam as conexões sinápticas e modelam e remodelam os circuitos neurais por meio das experiências, hábitos e rotinas que oferecem às crianças. E o que os pais não fazem é tão importante quanto o que eles fazem. Clabough descreve as abordagens parentais fundamentadas na ciência do desenvolvimento, incluindo andaimes (fornecendo uma estrutura ou modelo para as crianças aprenderem e praticarem novas habilidades) e modelando (demonstrando a autorregulação como pais), além de apoiar a autonomia das crianças e ajudá-las a refletir sobre suas experiências. 

Como fazer? Por exemplo, a escritora aponta que as células do cérebro que estão trabalhando duro para manter o autocontrole usam a glicose em um ritmo mais rápido, por isso uma dica é “alimente o seu astro de birra o mais rápido possível”.

Outro aspecto são os privilégios prolongados, que podem corroer a empatia, tornando mais difícil considerar o ponto de vista de outra pessoa, enquanto a desvantagem crônica pode ser prejudicial às crianças. Por exemplo, entre irmão, faz bem deixar os mais jovens distribuírem guloseimas ou falarem primeiro, pedindo a um irmão mais velho que ensine um filho mais novo, expondo seus filhos a diferentes culturas, e encorajar amizades por meio das idades e grupos.

Algumas atitudes que auxiliam no desafiador ato de educar os filhos, mas também na saúde mental dos indivíduos, refletindo diretamente no bom desempenho de suas forças, competências e equilíbrio. Já está claro que não existe vida pessoal e vida profissional, o individuo é único e integral. Precisamos estar inteiros para que a performance profissional seja completa. A busca é diária, o desafio é constante. Mas a conquista em pequenas etapas surtam resultados surpreendentes.

Abs, Élida.

 

Fonte de pesquisa: Greater Good Magazine, psicóloga Diana Divecha.