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O papel e a missão das empresas e do RH rumo à equidade de gênero

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As mulheres somam 52% da população brasileira, estão em maioria (58%) entre as pessoas com ensino superior completo no País, mas ainda são minoria (45%) quando o assunto é participação no mercado de trabalho. Em 2007, esse número correspondia a 40,8%, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o que mostra um avanço diante da questão, mas é necessário ir além.

Um estudo realizado pela IBM reforça a afirmação. De acordo com a pesquisa global “Women, Leadership and the Priority Paradox” (“Mulheres, liderança e paradoxo da prioridade”), realizado pela multinacional por meio do Institute for Business Value (IBV), em parceria com a Oxford Economics, revelou que a promoção das profissionais ainda não é uma prioridade para 79% dos líderes empresariais globais.

Segundo o relatório, que ouviu 2.300 executivos e profissionais de vários setores (em um número igual de mulheres e homens), de organizações em todo o mundo, inclusive do Brasil, apenas 18% dos cargos de liderança dentro das companhias pesquisadas são ocupados por pessoas do sexo feminino.

Para Margareth Goldenberg, psicóloga, psicopedagoga, especialista em responsabilidade social, diversidade e equidade de gênero e gestora executiva do Movimento Mulher 360, iniciativa de 50 empresas que visa estimular o empoderamento feminino no meio corporativo, as mulheres têm avançado para posições de liderança, mas muito lentamente – apenas 26% estão em cargos de gestão, 5% em alta liderança e 6% em conselhos, segundo o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. “Se continuarmos nesta velocidade, teremos equidade de gênero somente em 85 anos”, completa.

Ao olharmos para a questão racial nesse cenário, pessoas negras só ocupam 6,3% dos cargos de gerente e 4,7% do quadro de executivos nas empresas analisadas por um estudo do Instituto Ethos. A situação é ainda mais desigual para as mulheres negras: 1,6% são gerentes e só 0,4% participam do quadro de executivos. São só duas, entre 548 diretores.

De acordo com a especialista, entre os desafios estão a mobilidade das mulheres em posições de liderança e em áreas core do negócio e uma remuneração equitativa entre profissionais de diferentes sexos e com cargos iguais – hoje, a média nacional é de diferença salarial de 26% a menos para colaboradoras do sexo feminino.

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