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O Impacto Da Transformação Digital No Ambiente Corporativo

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Hoje, vivemos intensamente a transformação digital, seja nos moldes profissionais ou pessoais. Só é possível aproveitar as funcionalidades do mundo digital se mudarmos o mindset e estarmos abertos para aceitar essas mudanças - ressalto isso principalmente na visão corporativa.

Uma pesquisa realizada pela Coleman Parkes Research com mais de mil executivos C-Level, sendo 200 brasileiros, aponta que 76% acreditam que a companhia que representa está executando com sucesso a estratégia de transformação digital. Algo extremamente positivo se considerarmos que os projetos de digital já foram encarados com ressalvas em algumas gestões, fosse por custo ou por falta de treinamento específico. As empresas vêm se preparando para a transformação digital pela necessidade que têm de realmente atender a essa nova demanda do mercado.

Essa transformação também está na visão dos novos profissionais. Hoje, muitos desejam relacionar o que estão fazendo com um propósito maior e não simplesmente executar. Os profissionais que não falam a linguagem digital possivelmente estão com dificuldades em manter sua empregabilidade em alta.

Não basta falar que é digital e sim agir incorporado neste ambiente. Um setor que tem sentido fortemente essa mudança é o bancário. Cada dia mais os conhecidos bancos tradicionais enfrentam a concorrência de bancos que já nasceram digitais e, agora, estão correndo contra o tempo para fazer suas transformações internas e mudar a imagem para seus clientes.

Outro segmento que tem demonstrado essa mudança é o de meio de pagamento. Novas empresas têm entrado com um apelo mais digital e transformando esse mercado que parecia não ter muita inovação há alguns anos. Cada dia mais crescem os formatos de pagamentos por meio de aplicativos, como QR code, Wallets, WeChat, Linx Pay, Mercado Pago, entre outros.

Até a forma de consumir informação hoje é completamente diferente de anos atrás, já que alguns veículos de comunicação estão se adaptando aos novos recursos. A grande novidade tem sido os podcasts. Segundo a Blubrry, comunidade e diretório de podcasts, no ano passado o Brasil foi o segundo país que mais baixou programas desse tipo no mundo. Aproveitando essa demanda, algumas empresas buscaram adaptar sua comunicação interna e externa para esse mundo. Um exemplo é a Nielsen Brasil, que criou um podcast fechado para a equipe interna e outro aberto para os demais stakeholders.

Indo mais a fundo no ambiente corporativo, a área de recrutamento e seleção também reflete essas mudanças. Cada dia mais é demandada a busca por profissionais que sejam capazes de construir transformações digitais. Dificilmente, hoje, um diretor e até um CEO serão contratados se não incorporarem em seus discursos e, mais do que isso, não comprovarem que serão capazes de conduzir essas transformações digitais nas empresas que estiverem à frente. Outra questão, relacionada ao mundo do RH, é a busca por colaboradores em alta escala. Os processos seletivos por análise de currículo impresso estão sendo adaptados para um sistema de gamificação via plataforma e que é capaz de relacionar o perfil do candidato à vaga, como é o caso do TAQE, startup que utiliza filtros por inteligência de dados (big data) para recomendar e capacitar jovens ao mercado de trabalho.

Com bons olhos vejo que a juventude que entra no mercado já nasceu digital. Eles têm em sua essência a facilidade de se adaptarem aos novos recursos e, se os executivos “old school” não se modernizarem, também terão dificuldades para conduzir e liderar equipes formadas por essa nova geração digital.

Por Luiz Comazzetto, vice presidente & partner da divisão de TI, Mídia e Telecomunicações da FESA Group, consultoria especializada em gestão de talentos e desenvolvimento organizacional

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