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O ganho estratégico da gestão de benefícios na retenção de talentos

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Conforme o mercado de trabalho passa por transformações, sejam elas geracionais, estruturais, geográficas ou tecnológicas, é natural que os benefícios não fiquem para trás neste processo de mudanças. 

O cardápio de benefícios que uma organização tem a oferecer é um dos mais importantes diferenciais no processo de atração e retenção de talentos. E, para isso, é crucial que as empresas coloquem a criatividade em jogo para inovar. Benefícios “tradicionais” perdem força à medida que tendências como o home office, a telemedicina, a flexibilização de horário, entre outras, conquistam um espaço cada vez maior na realidade corporativa do País.

Pensando nisso, e também em como oferecer um suporte efetivo para o colaborador durante a pandemia, como a área de gestão de pessoas e as lideranças do negócio podem inovar em benefícios e, ao mesmo tempo, cultivar uma cultura empresarial que se adeque à realidade atual e também às tendências que o “novo normal” promete trazer para o universo do trabalho?

Para falar sobre isso, entrevistamos Paula Rabelo (foto abaixo), Diretora do iFood Empresas, braço do aplicativo para o B2B. Confira o nosso papo:

RPV: O que motivou, pelo iFood, a criação de uma área focada no mercado corporativo?

Paula: O iFood está diante do contexto de lançar novos negócios, o que significa novos produtos, serviços e segmentos, sempre com o olhar da jornada de alimentação e com o uso da tecnologia e da inovação. Sempre tivemos soluções muito claras para restaurantes e pessoas físicas, mas precisávamos nos conectar ao mercado corporativo. Sentimos que as empresas não tinham uma jornada de alimentação efetiva, tecnológica, inovadora, então nosso desafio foi pensar em como conectar o que a gente sempre fez a esse mercado, tornando-o simples e eficaz para a gestão da empresa e para o uso do colaborador.

RPV: O iFood Empresas remete a um trabalho recente desenvolvido por vocês. Um trabalho que, de cara, enfrenta uma pandemia. O quanto isso impactou?

Paula: Em Julho de 2019 apresentamos primeiras soluções e ainda é um aprendizado constante conhecer a jornada da alimentação dentro do ambiente corporativo e saber como podemos nos conectar da melhor maneira. 

Quando veio a pandemia, o cenário corporativo foi antecipado em anos, as empresas precisaram aprender, com muita agilidade, novas formas de desenvolver o seu trabalho. E esse é um cenário que vai se manter. 

As empresas serão mais flexíveis, com realidades cada vez mais dinâmicas e mutáveis, o que justifica a procura por mais soluções digitais. Foi então que nós enxergamos um contexto de ressignificação de cultura, de como continuar mantendo o seu time engajado. Vários negócios nos procuraram para auxiliar a desenvolver soluções. Com o iFood Card, uma de nossas soluções, oferecemos vouchers para webinars, contribuímos para happy hours, aniversários de pessoas do time, entre outras diversas situações.

RPV: Ou seja, nessa transição do presencial para o online, a necessidade de ressignificar os benefícios se mostrou mais evidente, correto?

Paula: Nesse contexto, quando a gente olha para a realidade do trabalho e suas mudanças, benefícios que antes funcionavam bem, hoje precisam ser adaptados. Em um momento no qual em algumas cidades os restaurantes fecharam, como as pessoas usavam o vale-refeição se não tinham para onde comer?

Nós já tínhamos esse olhar e, em junho, então, lançamos o iFood Refeição. Como nós conseguiríamos viabilizar, nesse período em que as pessoas estão trabalhando remotamente, benefícios que teriam uma ampla rede de aceitação? Nos adaptamos a uma dinâmica completamente diferente daquela estabelecida pelos vales convencionais. Nossa proposta é pensar em como ter um produto flexível e digital para a empresa, ou seja, para o gestor de contas, para o RH, em que eles conseguem, sem burocracia de envio de cartões plásticos, ter uma agilidade maior e sem custo. É uma facilitação para empresas de todos os portes.

RPV: E como é essa facilitação para o colaborador?

Paula: Do lado do colaborador, falamos de um produto que, de dentro do app, ele pode tomar a decisão se quer delivery de restaurante, delivery de mercado ou se quer, no próprio local físico, ter uma opção de pagamento digital. É uma solução flexível para alimentação e que respeita as diferentes necessidades que as pessoas têm. É um empoderamento na mão do colaborador e da empresa.

RPV: À medida que o RH ainda vivencia um período de transição do operacional para o estratégico, o quão complexo é promover uma mudança de cultura de benefícios? E como inovar em benefícios durante uma crise que faz com que o maior foco das empresas seja sobreviver?

Paula: Benefícios é um tema sensível, afinal, você está lidando diretamente com a satisfação dos colaboradores, com o engajamento. Há empresas que estão preocupadas com soluções para essa nova realidade de trabalho, que deixo claro, não precisa ser 100% remota, mas é mais múltipla. Mais do que nunca está evidente o quão particulares são as necessidades das pessoas. Não adianta eu oferecer um benefício, seja ele qual for, para uma, e acreditar que ele é igualmente útil para outra. O caminho precisa estratégico e é possível reduzir custos e aumentar a qualidade do que é oferecido.

Falando sobre o trabalho que nós desenvolvemos, por exemplo, tivemos aceitação ampla. Como nossos vales são soluções acessíveis para qualquer porte e modelo de empresa, isso muda a relação de empregado e empregador com os benefícios. Seguimos, inclusive, o PAT (Programa de Alimentação do Trabalho), que a legislação é quem rege, então quem se beneficia do programa nós também atendemos. Soluções inovadoras trazem agilidade e economia.

RPV: O iFood, nesse sentido, de certa forma oferece um suporte para facilitar o modo como as empresas enfrentam a pandemia?

Paula: Desde o começo da pandemia, a prioridade principal do iFood, por sua representatividade, foi desenvolver formas de contribuir para manter esse ecossistema de pé. Era necessário pensar em como apoiar os restaurantes durante a crise, em como cuidar da saúde dos entregadores. Para os colaboradores, adotamos uma postura empática, a fim de compreender o momento de cada um. Tivemos extrema atenção em ajudar as pessoas a passar por um momento tão incerto e complexo com um mínimo de conforto.

Gestão e inovação

Internamente, sob a liderança da área de People, desde março deste ano, 2,5 mil colaboradores estão em esquema de home office por conta da pandemia. Dentre as ações realizadas, ferramentas de trabalho, softwares de comunicação e estrutura física foram providenciadas para os funcionários da empresa. No final de agosto de 2020, foi anunciada a adoção de trabalho remoto até junho de 2021, com a intenção do iFood em se adaptar para o trabalho remoto em definitivo pós-pandemia.

Os colaboradores do iFood respondem a pesquisas semanais para que a empresa possa medir os índices de bem-estar e a saúde de todos com o passar dos dias. Estes resultados servem como guia para que a organização decida seus pontos prioritários de atuação. O índice de orgulho de pertencimento à empresa está atualmente em 9.3, em um indicador de 10. Logo nas primeiras semanas, adaptação ao formato de trabalho 100% remoto ganhou nota 4 (total de 5); já a comunicação com a companhia neste período é avaliada como 4.4 (total de 5).

Além disso, ao longo dos últimos meses foram promovidos webséries e vídeo-palestras sobre dicas de bem-estar, ergonomia e saúde mental com ajuda de vários especialistas, como Monja Cohen e Mariana Ferrão. O iFood também deu start a um programa de apoio psicológico com consultas gratuitas para colaboradores e dependentes, além dos projetos Conecta Zen, Momento Zen e Clube do Otimismo, atividades semanais online para gerar autoconhecimento, equilíbrio e troca de experiências.

As soluções

O iFood empresa tem três produtos principais. O iFood Refeição, lançado em julho deste ano, é um vale-refeição 100% digital aceito em estabelecimentos cadastrados ou não na plataforma do iFood. Em um mês, 100 empresas já aderiram ao produto.

O segundo é o iFood Card, que se transforma em saldo na carteira virtual do app iFood de quem o recebe. É possível usar esses créditos no app como e quando quiser. O produto pode ser adquirido por empresas ou pessoa física e é bastante usado para premiações, presentes para clientes e colaboradores ou até em substituição a tradicionais cestas. O saldo é cumulativo e pode ser utilizado em até 90 dias.

Finalmente, o iFood Office permite que as empresas definam as regras e limitações de consumo conforme suas políticas internas. Os colaboradores conseguem realizar pedidos pelo próprio app com a fatura enviada mensalmente com todas as informações gerenciais para empresa. O produto é bastante utilizado para coffee breaks, eventos e confraternizações.

Conheça mais sobre a gestão de pessoas e benefícios do iFood

Ficou curioso para saber mais sobre o quanto a gestão de benefícios pode ser determinante para o crescimento de um negócio? Quer ir mais além nas práticas de gestão de pessoas do iFood? Então venha com a gente - e com o iFood - para o RH Top Talks 2020. Além destes assuntos, o evento online abordará temas como employee experience, tecnologia e sustentabilidade, e muito mais. Você é o nosso convidado especial para um dia de muito conhecimento e soluções que mudarão a cara do seu negócio. Marque na agenda, 19 de novembro, às 8h40. Inscrições e mais informações em http://materiais.rhpravoce.com.br/rhtoptalks2020.

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