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Mais Humanização Nas Empresas Com Os Líderes Espiritualizados

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Nessas mais de três décadas como profissional da área de pessoas, nos últimos tempos tenho observado um movimento discreto e crescente sobre as novas práticas de gestão. Tenho impressão que após várias iniciativas, começamos a encontrar um caminho de abertura para falarmos de um tema tão importante como urgente nas organizações: a Humanização com Espiritualidade. Aliás, nem sei se seria possível tratarmos de uma coisa sem levarmos em consideração a outra.

Mas, vamos lá!

Nesse mundão velho que, aliás, de velho não tem muita coisa, a não ser aqueles que insistem em permanecer “velhos” nesse momento de muitas mudanças e novidades. Mas, não quero aqui excluir o velho, porque em essência algo velho tem algo valioso, que são os nossos valores.

E por tocar nesse aspecto de valores, notei que essa é a principal ponte para alcançar a prática da espiritualidade no mundo corporativo. Esta é uma das abordagens na tratativa da espiritualidade, uma vez que os valores do espectro espiritual e sua pratica por si só humanizam as relações profissionais e permitem uma melhor sustentação nas relações dos negócios.

Sobretudo, precisamos aprender coisas novas, abandonar as práticas pelas quais temos facilidades em alcançar os resultados. Aliás, os novos modelos de gestão não querem mais resultados a quaisquer custos. Querem sim resultados, mas passaram a ter consciência de que os resultados a qualquer custo podem custar muito, como por exemplo, alta rotatividade, clima organizacional ruim, processos por assédio moral e, em acréscimo, uma propaganda ruim para o mercado, gerando dificuldade para atrair talentos à organização.

E como os profissionais de gente, gestores e líderes muito bem sabem, a liderança é o principal elo que a organização busca com a equipe de colaboradores para fazer e acontecer. No entanto, percebo que temos muitas empresas em uma só, ou seja, cada líder toca do seu jeito e nesses ambientes há pessoas que “amam” a organização e outras que “odeiam”. E nisso vale questionar: o que estamos deixando de fazer? Qual o preço da omissão para as organizações? Que tipo de dependências as empresas possuem com esses Lideres “desalinhados”? Quantos talentos são perdidos por permitirem esses líderes no negócio?

Acredito que diante do quadro exposto temos algumas ações a serem tomadas. Se torna necessária a transparência, que facilita a prática de três valores importante das lideranças espiritualizadas: confiança, respeito e justiça.

Para conclusão desse breve artigo deixo aqui algumas reflexões que julgo importantes para que possam levar as organizações a outro patamar de desenvolvimento:

Primeiramente, para as organizações:
1. Antes de qualquer promoção, vocês têm perguntado se as pessoas
querem o que vocês querem pra elas?
2. Vocês sabem os sonhos de seus colaboradores?
3. Vocês os tratam como mais um?
4. Aproveitam ao máximo as pessoas engajadas?
5. Permite que os colaboradores mudem de área?
6. Apoiam eles nas mudanças quando não há perspectiva de crescimento
na empresa?
7. As pessoas sentem que fazer parte da organização?

Para as lideranças:
1. O que sua equipe responderia a essa pergunta: Você confiança no seu
líder?
2. Você é o líder que gostaria de ser ou o líder que a empresa quis que
você fosse?
3. Os seus valores estão alinhados com os da organização?
4. Como sua equipe reagiria a sua promoção?
5. Como sua equipe reagiria a sua demissão?
6. O que você aprende diariamente com sua equipe?
7. O que ela aprende diariamente com você?

Nosso lema aqui na EstAção RH é: Somos a EstAção do encontro e desenvolvimento de pessoas e organizações. Acreditamos que é preciso estar juntos para sermos capazes de promover o desenvolvimento, a partir do nosso próprio desenvolvimento, e fazemos isso a partir daquilo que temos e não a partir do que não temos.


 Por Adilson Souza, sócio fundador da EstAção RH. Autor do livro LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE: Humanizando as relações profissionais.  

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