O grande desafio de todo líder de equipe é encontrar o candidato ideal em um processo seletivo e engajá-lo a partir do momento que se torna um colaborador. O trâmite de interação desse novo membro com a empresa é conhecido como onboarding, e o objetivo é capacitar esse profissional diante de diversas capacidades, como atitudes, conhecimentos, habilidades e comportamentos necessários para uma trajetória eficaz dentro da organização.

onboarding  tem níveis distintos: a conformidade - que inclui o ensinamento básico de processos, normas legais, políticas e regulamentos; a clarificação – que tem o objetivo de assegurar que funcionários entenderam seus novos empregos e verificar se as expectativas estão alinhadas; a cultura – que inclui oferecer a todos um senso de normas organizacionais tanto formais, como informais; a conexão – que refere-se às relações interpessoais e redes de informação que os colaboradores devem estabelecer; e a gestão comportamental - que é exatamente sobre o que quero falar nesse artigo.

Somar os processos de onboarding com a gestão comportamental nos permite personalizar, em um nível muito positivo, as ferramentas necessárias para cada um. Por exemplo, se a pessoa que for entrar no seu time tem mais dificuldade com a parte social, você pode colocá-la com um colaborador mais aberto e bem relacionado. Isso com certeza vai ajudar na transição e mudança.

Além disso, com a análise comportamental você pode medir a produtividade desse funcionário e listar quais são suas motivações, medos e até como ele pode lidar com os desafios pré-estabelecidos sob cada tarefa que deverá ser executada por ele.

Um onboarding bem-sucedido é a parte chave de toda estratégia de gestão de pessoas. Com o alto custo do recrutamento, os líderes empresariais devem entender que a integração de novas contratações na organização é um passo importante para seu sucesso.

Por fim, vale destacar que os gestores de RH devem implementar o processo de onboarding – constantemente –  nas organizações como uma prioridade e aliar isso com as práticas de análise de perfil e gestão comportamental tornam essas estratégias ainda mais eficazes dentro de qualquer empresa.

Por Mônica Hauck, fundadora da Solides