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Inteligência Emocional Como Diferencial Competitivo

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Por anos, a Competência (Conhecimento, Habilidade e Atitudes) era prioridade para maioria dos selecionadores durante o processo de seleção, principalmente os dois primeiros aspectos onde conhecimento tem haver com a formação do candidato e a habilidade com a experiência. A crença comum era a de que como o mundo dos negócios exige racionalidade e pensamento crítico, não havia espaço para emoção ou personalidade.

Vários estudos já mostraram que profissionais com pouca inteligência emocional caracterizada pela falta de controle sobre seu humor e emoções, possuem problemas de relacionamento, e esses problemas impactam diretamente no desempenho dos envolvidos. Algumas pesquisas, por exemplo, mostram que cerca de dois terços das pessoas preferem evitar contato com profissionais “ignorantes” emocionalmente.

Não conseguimos afirmar se o QE (Quociente Emocional) ou o QI (Quociente Intelectual) teria maior peso no sucesso de um profissional, entretanto sabemos que desenvolver somente um deles não é suficiente para nos ajudar a conquistar nossos objetivos. O mundo ideal seria o equilíbrio entre ambos.

Mas Tati o que seria o QE?

Em resumo é a capacidade de uma pessoa ler, interpretar e responder às emoções, tanto as suas próprias quanto às dos outros. Pessoas com um alto nível geral de inteligência emocional são hábeis para perceber, controlar e compartilhar as emoções. E essa capacidade geral pode ser detalhada ou aprofundada em seis componentes do QE – os intrapessoais: o autoconhecimento, a autoregulação e a percepção das próprias emoções e os interpessoais: a expressão, empatia e influência sobre os estados emocionais dos outros.

Esta competência emocional contribui significativamente para se criar um ambiente de colaboração e trabalho em equipe, que é crucial para qualquer organização. Profissionais com inteligência emocional têm mais facilidade para interagir de forma positiva em um grupo, não importa o quão diversificado seja o perfil dos outros membros do time.

Para a liderança, a inteligência emocional é fundamental. Várias organizações, aliás, há algum tempo, já vêm selecionando seus lideres por sua habilidade emocional. Isso porque aproximadamente 80% da nossa capacidade de influenciar pessoas tem haver com a inteligência emocional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020 a principal causa de afastamento do trabalho será a Depressão, um transtorno mental que causa tristeza excessiva que, fisiologicamente falando, causa desequilíbrio cerebral e afeta diretamente a saúde física e também a vida social do portador.

Sabemos que essa doença não parte de um motivo específico, mas é comprovado que a ausência de QE contribui e muito com esse fator.

O autoconhecimento é o inicio do processo para o desenvolvimento do QE. Quanto mais temos conhecimento sobre nós, maior consciência sobre nossas emoções.  O autoconhecimento é como uma chave mestra que pode ser usada para nos motivar a ir além.

Tati a inteligência emocional pode ser desenvolvida?

Não há dúvida de que sim, é possível desenvolvê-la. E há várias ferramentas para isso – desde as avaliações mais modernas de perfil comportamental, que possibilita ao indivíduo aprofundar o autoconhecimento, até processos muito difundidos no presente como o coaching, por meio do qual, a pessoa busca e pratica formas de comportamento diferentes para se desempenhar melhor em suas interações humanas.

Enfim, se você deseja ter uma carreira de sucesso não apenas financeiramente, está mais do que na hora de pensar em desenvolver sua inteligência emocional, pois a era do profissional competente mudou, hoje além de competente precisamos ser conscientes.

Por Tatiane Souza, presidente e sócia da Gente Mais Consultoria e Treinamentos. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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