- Início

- Conteúdo

Inovação e perspectivas de mercado marcam o segundo dia do CONARH

CONARH 506

Compartilhe Este Post

“Já que não vamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, deixemos filhos melhores para o mundo.” A frase de impacto foi trazida por Carlos Melo, cientista político do Insper na primeira palestra desta quarta-feira (15) no CONARH (Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas): Cenário Político e Econômico Brasileiro. O que está por vir?

Diante da discussão a respeito da situação de crise e instabilidade política pela qual passa o país, o palestrante trouxe à tona qual o papel - e também os desafios -de líderes e do RH das empresas. Para Melo, que teve a companhia de Samy Dana, economista e professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, na palestra, a principal missão do RH é estar pronto para a inovação.

“Quais os desafios da inovação no RH? Quais desafios esse momento histórico nos propõe e como devemos nos preparar? Eu diria que o RH precisa se preparar por meio de cursos e treinamentos. Mas também tem que ver muitos filmes, ouvir boas músicas, ter uma boa literatura. O gestor de pessoas precisa buscar a humanização, que é tão importante quanto as novas tecnologias”, disse Melo.

Indiretamente, a fala do cientista político foi complementada por Demétrio Teodorov, superintendente de inovação na Alelo, no workshop que apresentou sobre a transformação digital nas organizações. “Inovação não é tecnologia, mas sim sair do lugar por meio do comportamento”, apontou.

Palestra: Perspectivas do CEO para 2018: Implicações para a busca do talento executivo

Não há inovação sem que haja mudança. Presidente e CEO da Association of Executive Search and Leadership Consultants (AESC), Karen Greenbaum levantou duas questões que mostram bem como o cenário mercadológico enfrenta uma mudança considerável.

A primeira remete ao fato de que, segundo Alicia Bárcena, chefe da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), 65% das crianças de hoje vão trabalhar em profissões que ainda não existem. Já a segunda questão expõe uma fragilidade enfrentada pelo setor de RH. De acordo com a CEO, uma pesquisa indicou a área como a menos preparada para a transformação digital. Karen ressaltou, porém, que a necessidade do RH em colocar a gestão humana em primeiro lugar e compreender os impactos dessa tecnologia são fatores que motivam esse “atraso”.