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Inovação E A Sobrevivência Das Empresas: O Que Isto Tem A Ver Com A Gestão De Pessoas?

Coluna 444

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O Índice Global de Inovação, indica que o Brasil ocupa a 69ª posição do ranking geral que inclui 128 economias no mundo e o 99º lugar no quesito eficiência da inovação.

No âmbito das empresas, há diversos sinais de que a estrutura corporativa tradicional, com as suas estruturas hierárquicas pesadas e com baixa efetividade na geração de valor aos clientes e consumidores, terá vida curta. Neste sentido, o Babson College, nos EUA, pondera que em dez anos, quase metade das empresas listadas na Fortune 500, deixarão de existir por não se adaptarem a essa nova realidade.

Inovação e capital intelectual andam de mãos dadas e, portanto, o espaço para a moderna gestão de pessoas nunca foi tão amplo. Inovação já está na mesa dos conselhos de administração e requer o envolvimento da liderança em todos os níveis da organização mas, sobretudo, dos altos executivos para que uma cultura da inovação permeie todas as instâncias organizacionais, de modo a empoderar os times de trabalho, arejar os processos decisórios e ampliar a compreensão sobre as expectativas, cada vez maiores, da sociedade sobre integridade corporativa, sustentabilidade, e, a capacidade de se produzir bens e serviços que atendam a elevados propósitos. Inovação assume, portanto, um papel estratégico para a sobrevivência empresarial.

Felizmente o Brasil está sendo passado a limpo e, as empresas que basearem as suas estratégias competitivas nas relações espúrias com o Poder Público, serão dizimadas pela emergência de um novo modelo empresarial, baseado em propósitos elevados, mas, sobretudo, fortemente assentados em inovação e modelos de negócios mais ágeis. Esses novos atributos de competitividade empresarial necessitam o melhor do Capital Humano, dos talentos individuais, da capacidade de se criar sinergia em prol do bem comum, de fomentar uma nova economia baseada no Bem. Lucros serão, cada vez mais, resultado de modelos de negócios ética e socialmente sustentáveis, baseados no atendimento e cuidado a todos os que formam parte da cadeia de formadores de opinião.

Considerando que a inovação é um fenômeno organizacional, qual o papel da gestão de pessoas neste contexto? A função de gestão de pessoas, deveria ser capaz de liderar o desenho e construção da nova estrutura organizacional e, dos respectivos papéis e responsabilidades, dos rituais de gerenciamento que fomentem a inovação. Responsabilizar-se pela Escola de Líderes, visando sua capacitação para entender bem os riscos, oportunidades e, principalmente, novas abordagens para práticas inovadoras a partir da mudança de modelos mentais lineares que já se esgotaram. Liderar a agenda cultural da organização na direção da sua transformação e evolução permanente, para que a inovação seja parte integrante do DNA empresarial. Ser o principal agente transformador com quem o conselho de administração tenha segurança em poder contar. Rever os processos de avaliação de desempenho para que as práticas de inovação tenham um papel relevante. Criar modelos de remuneração e recompensas que incentivem as boas práticas inovadoras. Fomentar um ambiente voltado ao intraempreendedorismo e do aprendizado baseado no erro, eliminando o clima de terror com punições, tão frequente nas empresas brasileiras. Assumir a responsabilidade pelo processo de comunicação da estratégia da organização aos seus times e liderar pelo exemplo, utilizando-se de novas metodologias e ferramentas lúdicas para engajar os colaboradores na sua execução. Revisar as práticas de atração e contratação, visando trazer para a empresa os candidatos com modelos mentais voltados para a inovação.

Práticas de gestão de pessoas que se mantiverem presas em discursos vagos, modismos e frases de efeito, desconectadas da realidade que emerge rapidamente no ambiente competitivo, sem contribuição efetiva ao sucesso empresarial,  tais como as empresas acostumadas ao balcão de negócios em Brasília, serão dizimadas para sempre. E isso é muito bom para melhorar a competitividade das empresas brasileiras.

Por Américo Rodrigues de Figueiredo, Professor de MBA, Certificate in Business Administration e Certificate in Health Management do Insper em Gestão de Pessoas e Organizações, Conselheiro de empresas, Mentor Executivo e de Jovens. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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