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Hr4Results Promove Palestras Para Debater Os Cenários Atual E Futuro Do Rh E Conta Com Mais De 2,5 Mil Visitantes

EDUCAÇÃO EXECUTIVA

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Na última semana, nos dias 8 e 9, a Gupy promoveu o HR4results, evento focado em profissionais de Recursos Humanos, gestores, startups, HR Techs e empreendedores, e que contou com a presença de mais de 2,5 mil visitantes. Realizado no centro de eventos Pro Magno, em São Paulo, o encontro reuniu alguns dos mais renomados palestrantes e executivos do país.

Entre os destaques, Rodrigo Giaffredo, treinador de Líderes de IBM, apresentou sua palestra no palco principal, com o tema "Protagonismo Humano na Era Digital". Com 25 anos de experiência formando lideranças, Rodrigo falou sobre a inteligência relacional, a forma como os profissionais podem ver a si mesmos e como podemos aprender sobre relações, estimulando processos de relacionamentos mais afetivos.

O palestrante abordou também a importância de inovações em Recursos Humanos, um dos pontos centrais do HR4results. "Se estamos muito focados no que sempre fizemos, estaremos perdendo oportunidades que passam por nós o tempo todo. Assim, enxergue o trabalho com outros olhos", sinalizou.

Outro fator levantado por Giaffredo foi a necessidade de se entender mais a fundo o papel das relações humanas frente aos processos tradicionais de RH. "Não adianta pedir inovação e gerenciar um comando e controle. Você não faz inovação na ponta do chicote. As pessoas precisam ser corajosas e agirem de um jeito que nunca agiram na empresa, em um ambiente seguro para fazer isso", comentou o treinador de líderes.

Também chamou a atenção no evento a palestra conduzida pela cofundadora e CEO do Love Mondays, site de avaliação de empresas, Luciana Caletti, cujo tema abordado foi “Acabe com a cegueira do employer branding: 10 KPIs indispensáveis para medir seu sucesso”. Com mais de dez anos de experiência no mundo corporativo e na área de negócios, Caletti aprofundou mais sobre o tópico de marca empregadora - a chamada imagem institucional da organização - e sua importância para o cenário de atração de talentos.

“Quando as pessoas me falam ‘mas eu não tenho marca empregadora’, isso não necessariamente é real. Apenas significa que você não está proativamente trabalhando e construindo a sua. Mas se a entendermos como a reputação da empresa, então você indiretamente tem uma marca empregadora. São funcionários e ex-funcionários, candidatos, pessoas que procuram por sua empresa… Todos estes grupos são influenciadores”, explicou.

Não à toa, a necessidade de entender sobre o assunto vem sendo cada vez maior, visto que, segundo a CEO do Love Mondays, 74% dos candidatos entram na plataforma antes de se candidatar a vagas ou falar com um recrutador. As áreas que acabam sendo mais impactadas nas empresas, hoje, são justamente a atração e também o engajamento e resultados organizacionais.

Luciana apontou que a Love Mondays tem atualmente quase dois milhões de postagens e que, para analisar todos os dados contidos na plataforma, foi estabelecido qual fator quantitativo é mais correlato com a satisfação geral de empregados. “Observamos remuneração e benefícios, oportunidade de carreira, qualidade de vida. Mas com certeza é na cultura da empresa que reside o maior peso, sendo esse o mais correlato”, ponderou.

Também entre as principais palestras esteve a “Destruindo as caixas do RH e começando uma nova era”, comandada por Mariana Dias, CEO e cofundadora da Gupy. A executiva comentou que “cerca de 85% dos funcionários não se sentem engajados com a empresa” e apontou outros dados importantes que mostram o cenário das organizações no Brasil, referentes às grandes mudanças do comportamento no ambiente de trabalho. E os números são pessimistas: apenas 25% do desempenho dos colaboradores vem de experiências positivas e o tempo de retenção deles em empresas de tecnologia é, em média, de 2 anos. Além disso, 64% dos candidatos que passam por uma experiência negativa no processo de recrutamento viram detratores da empresa.

Um questionamento trazido pela palestrante foi justamente perguntar aos mais de 2.500 participantes sobre qual é a imagem que vem à cabeça deles quando falamos sobre o RH. As respostas mostraram a percepção de uma área ainda muito associada a controle e aspectos demissionais: "Há um lado positivo nisso tudo. As empresas que hoje visam somente o lucro e não estão preocupadas com o colaborador, irão morrer rápido. Assim, nós, profissionais de gente e gestão, nunca nosso trabalho foi tão essencial. Ainda porque nós podemos fazer essa ligação entre inovação e talento. Temos que repensar tudo o que fizemos hoje", sinaliza.

O ponto máximo da palestra aconteceu quando Mariana Dias mostrou os caminhos para quebrar os padrões dos processos de RH com uma mudança de mindset. Para isso, abordou sobre o ELTV = Employee Lifetime Value. Trata-se do valor agregado que a empresa entrega ao colaborador pelo tempo em que este permanece como colaborador da empresa.

Segundo a palestrante, o "RH para resultados" significa possibilitar mudanças de forma fluída e concreta, que ajudem o negócio através das pessoas, para conseguir inovar e, inclusive, suportar toda esta avalanche de mudanças que virão nos próximos anos. A metodologia leva o desenho de uma roda, composta por 4 itens: Ao centro a performance. E na periferia, atrair, desenvolver e encantar o colaborador certo. Para fazer com que o centro expanda, é preciso dar tração e girar o periférico. Dessa maneira, você consegue funcionários muito mais engajados, criativos e produtivos. O quesito mais importante, contudo, é o encantamento, que deve ser realizado desde a admissão até a pós-contratação e no desenvolvimento de funcionários.

Outro tópico abordado foi sobre as chamadas caixas do RH, como recrutamento e seleção, desenvolvimento e remuneração. A CEO da Gupy apontou sobre a departamentalização da área e “dessas caixinhas que, por muito tempo, eram necessárias para padronizar e considerar todo mundo igual”, algo que hoje já não corresponde à realidade. Mariana também ponderou que é necessário não realizar processos de forma tão espaçada e que, para isso, é preciso fazer testes rapidamente e tornar esses mesmos processos mais flexíveis e abertos. Assim, o evento do HR4results, seria um convite para construir um novo modelo, mais rápido e radical nas mudanças.

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