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HR First Class apresenta perspectivas que devem marcar o pós-pandemia

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A 9º edição do HR First Class, um dos maiores eventos voltados aos Heads de RH do Brasil, teve sua primeira edição online na noite do dia 11 deste mês e abordou o tema: Mudanças Comportamentais e Estruturais Pós-Pandemia e a Importância do Papel Estratégico dos RH’s.

O evento foi iniciado com Kátia e Karen de Boer, sócias-diretoras da Safe Care, empresa patrocinadora do evento e, na sequência, teve a mediação e apresentação de Marcos Scaldelai, da SCALDELAI Projetos de Crescimento, empresa organizadora do HR First Class. O evento contou com a presença de grandes líderes do mercado como:  Thais Pegoraro, Partner da Exec Consultoria em Recursos Humanos, Fernando Ladeira Fernandes, sócio e diretor de Gente e Gestão da FALCONI e Roberta Bicalho, Sênior Advisor e Head de Soluções de Gestão de Pessoas da FALCONI.

Apresentada em primeira mão, a pesquisa, gente em perspectiva, realizada pela Falconi com apoio do HR First Class, foi um dos grandes destaques da apresentação e mostrou a necessidade de os líderes e, em especial os RH’s, de se reinventarem diante de um novo cenário onde todas as relações mudaram. “Tudo aquilo que foi planejado na pré- pandemia já não serve mais, já é velho”, diz Fernando Ladeira Fernandes, da Falconi.

A pesquisa analisou que algumas mudanças realmente vieram para ficar, as principais delas são as Sociais – aquelas que buscam por propósito, saúde, diversidade e inclusão – Engajamento – que envolvem aspectos como dinamismo e gestão participativa - e de Cultura – que precisa ser forte e coerente com a estratégia da empresa.  “As mudanças estruturais estão sendo organizadas e o RH tem um papel crucial neste processo de transformação imposta pelo Coronavírus. Transformar e ressignificar são essenciais”, analisa Roberta.

A executiva ainda reforçou que a comunicação é fundamental nas organizações, ela precisa ser cada vez mais assertiva, via de mão dupla, “os líderes precisam ser protagonistas e os colaboradores precisam ser participantes do processo de comunicação. O RH entra como maestro desta grande transformação”.

Outro ponto apresentado na pesquisa, fortalecido durante a pandemia foi o trabalho remoto. Segundo a análise, o novo líder deverá engajar o time à distância, alcançar os resultados esperados e comunicar-se de forma eficiente com o time. Sobre o tema, a consultoria apresentou um complemento de uma pesquisa que a Robert Half fez recentemente sobre o prisma dos trabalhadores. 86% dos trabalhadores que estão fazendo home office, querem continuar pelo menos um pouco neste formato, após a liberação total. Já 91% deles, independentes de estarem ou não em home office, entendem que as organizações precisam permitir realmente que os funcionários trabalhem com um pouco mais de frequência em casa.

A pesquisa da Falconi analisou que a maioria das empresas estão repensando suas modelagens de trabalho, incluindo as adaptações necessárias como infraestrutura, estrutura organizacional e benefícios. O levantamento revelou ainda que 35% dos respondentes disseram que houve aumento de casos de doenças psiquiátricas na empresa como: depressão, distúrbios emocionais. Sendo assim, o RH precisa levar em consideração a questão do bem-estar, necessidade latente e crescente das novas gerações.

72% das pessoas compartilharam que a empresa adotou iniciativas para esse bem-estar e muitos deles pretendem manter essa iniciativa, com dicas de saúde, atendimento remoto com especialistas, orientações para atividades físicas e entretenimento. Sobre os processos de RH, na questão de desenvolvimento, 38% das empresas pretendem realizar mais capacitações em formato online e 37% pretendem trabalhar das duas formas, ou seja, híbrido, 17% ainda não possuem processo estruturado para desenvolvimento. 

Recrutamento e seleção seguem pelo mesmo caminho, 38% querem e pretendem realizar processos seletivos, com etapas online, 30% pretende realizar o processo seletivo em formato, prioritariamente online, mas 9% declararam que ainda não possuem processo de recrutamento estruturado.

Já na gestão de desempenho, 33% diz que pretende/ necessita realizar algum ajuste nos processos existentes, 29% disseram que pretendem manter como está, já 20% não possuem processo estruturado de gestão de desempenho e isso impacta diretamente no eixo de geração de resultados das empresas.

No aspecto Cultura e Mudança, 73% das empresas informou que vai precisar fazer algum tipo de revisão em algum aspecto da identidade organizacional, ou da cultura da organização. Em relação à gestão da mudança, 62% informou que pretende e precisa se envolver em ações de gestão de mudanças. 43% dizem que possuem a competência, mas precisam reforçá-la, 19% não possuem a competência, mas pretendem investir, 19% não possuem e não pretendem, 9% não sabem informar e 8% já possuem.

A pesquisa revelou que os principais desafios do RH nos dias de hoje são: engajamento das pessoas, comunicação, saúde física e mental da equipe, implementação de ações para a melhoria do clima organizacional, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a atuação dos líderes, especialmente com as equipes de forma remota.

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