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Hard Skills são importantes, mas as Soft Skills são essenciais

Coluna 216

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Competências técnicas são importantes, mas comportamentais são essenciais

Existe um ditado no mundo corporativo que diz: “as empresas contratam as pessoas por suas competências técnicas e as demitem pelas comportamentais”. Bem, em outras palavras, as competências comportamentais ganharam força no mercado de trabalho atual. Quem deseja ser um bom profissional e ter uma equipe de alta performance precisa considerar ambos os critérios. Não tem mais como “fugir” disso.

Esse insight surgiu a partir do Fórum Econômico Mundial deste ano. E em meio à 4ª revolução industrial, veremos a consolidação de uma série de tecnologias, tais como inteligência artificial, biotecnologia e robótica avançada. Com elas, será necessário apresentar novas competências, tais como alfabetização de dados, pensamento crítico e habilidades ligadas a tecnologia. As competências em alta para 2020 também incluem inteligência emocional e a capacidade de se adaptar a diferentes culturas e colaboração.

Mas, vamos entender melhor o conceito de competências? As competências nada mais são do que as habilidades que todos nós temos que desenvolver e aprimorar diariamente. Na prática, a competência diz respeito à capacidade de realizar determinada tarefa e de resolver determinados problemas. A competência profissional remete à ideia de capacidade, soma de conhecimentos ou habilidades. Pressupõe uma ação que agrega valor diante de novas situações, especialmente as de caráter de urgência e imediato. Dessa forma, espera-se que o profissional dotado de competências encontre mais facilidade para se colocar no mercado de trabalho.

Mas, e qual a diferença entre as competências técnicas e comportamentais? As competências técnicas são aquelas obtidas com a faculdade, cursos, treinamentos, palestras, congressos, livros, entre outras fontes de conhecimento. É o que aprendemos a longo da vida acadêmica, e também fora dela, que vai nos tornar especialistas em determinado ofício, como médico, engenheiro, advogado, administrador, entre outras profissões.

Já as competências comportamentais são aquelas que dizem respeito às nossas atitudes e hábitos, tanto dentro, quanto fora das empresas. Elas dizem respeito ao nível de equilíbrio e adequação com que cada indivíduo interage com o meio no qual está inserido. São exemplos de competências comportamentais trabalho em equipe, capacidade de negociação, liderança, comunicação, criatividade, inovação, prudência, flexibilidade, otimismo, assertividade, ética, valorização da qualidade de vida, compartilhamento de conhecimento. Assim como as competências emocionais, onde podemos citar a autopercepção, autocontrole, automotivação, práticas sociais e uma palavrinha que aparentemente parece mágica: empatia. É basicamente a capacidade de se colocar no lugar do outro, tentando compreender como o outro sente ou pensa.

E é aqui que entra a importância de uma solução de aprendizagem customizada, que auxilia as pessoas a se desenvolverem tanto tecnicamente, como  o lado comportamental, que é extremamente essencial, tendo em vista a tecnologia e a inteligência artificial. 

Uma solução de aprendizagem  customizada consiste em uma experiência completa, construída a partir de um diagnóstico consistente, que avalia cuidadosamente a organização, a performance que se espera de um determinado grupo de indivíduos, a performance atual, o impacto do desempenho dessas pessoas no objetivo da organização e também o contexto no qual essa organização atua. Um bom diagnóstico assegura que treinamentos sejam oferecidos somente quando necessário e que os conteúdos essenciais sejam abordados valorizando o tempo das pessoas e focando naquilo de que realmente necessitam, com objetivos de aprendizagem e métricas estabelecidas.

E é extremamente importante investir nisso. Afinal, a principal importância das competências comportamentais e emocionais no mercado profissional é a possibilidade de ser melhor não só como profissional, mas também como ser humano profissional. Pensando em você, na empresa e nos outros funcionários como um todo.

Eu finalizo este texto deixando algumas perguntas como forma de reflexão. Quais seriam suas respostas para: Como era o seu chefe anterior? Se você fosse demitido por alguma razão, qual seria ela? Como você lidaria com um colega de quem não gosta? Se o seu superior solicitasse a você realizar uma tarefa que não faz parte das suas funções, como você reagiria? Se eu ligar para as suas referências, o que eles me dirão sobre você? Como você resolveria erros ou situações de conflito no seu dia a dia de trabalho? Qual foi o seu cliente mais difícil, por que e como você contornou a situação? Como você faz para motivar pessoas quando você depende do time para realizar uma entrega? Como está sua capacidade de ouvir o próximo? Você consegue manter o autocontrole? Você se dispõe a enxergar o outro lado de uma discussão? Você elogia seus colegas e evita críticas desnecessárias?

Todas essas perguntas podem te ajudar no processo de diagnóstico e autoconhecimento sobre suas competências. Reflita, pois com essas respostas, é possível ter uma noção de como você atua em equipe e o quanto sua participação pode contribuir para os seus times de trabalho, e claro, fazer as mudanças necessárias. E que tal levar para a sua organização essas mudanças? E não se esqueça: “as empresas contratam as pessoas por suas competências técnicas e as demitem pelas comportamentais”.

Por Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa, idealizadora do Trahentem® e uma das maiores especialistas de aprendizagem no Brasil. É  uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação