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Gestão estratégica de pessoas

Coluna 4141

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O homem semeia um pensamento e colhe uma ação”.
Swami Sivananda

Em todo e qualquer empreendimento humano, haverá sempre uma intenção ou, plano implícito estimulado por essas ideias, mesmo quando não consciente.

Administrar os Recursos Humanos nessas ações é percorrer um ciclo natural, onde uma necessidade leva o homem a buscar a imagem mental de como agir (“Planejar”), preparar-se para agir (“Organizar”), agir (“Executar”) e, conferir os efeitos de suas ações (“Controlar”), retornando ao ponto de partida. Esse é o fundamento clássico de Gestão.

No plano empresarial onde interagem muitas pessoas com as diferentes atividades que compõe o todo, a necessidade de se documentar um Plano se torna ainda maior quando sua consecução exige a participação de diversas pessoas, o que demanda uma “comunicação” eficaz da ideia, isto é, a ideia deve estar clara na mente de todos, precisa ser “comum” para gerar sinergia e orientar os esforços na busca dos objetivos comuns.

O plano de um empreendimento complexo é necessariamente subdividido em planos parciais dos diversos setores internos. Numa empresa industrial teremos, por exemplo, Plano de Marketing e Produtos, Plano de Finanças, Plano de Produção e, Plano de Recursos Humanos, de cuja execução depende o resultado final.

Todavia, para ter chances de sucesso sem depender do acaso, é preciso algo mais; é necessário Inteligência para melhor definir as ações (ou estratégias) que oriente os esforços na direção certa e, produzir o efeito desejado, isto é, um Plano Estratégico.

No Planejamento Estratégico há que se considerar os fatores de Produção (Tecnologia, Estado, Natureza, Capital e Trabalho) envolvidos na atividade empresarial e, a Distribuição e Consumo dos bens e serviços, além dos fatores de sustentabilidade, evolução técnico-científica, mudanças de comportamento e, outras contingências presentes e previsíveis.

É também imprescindível a participação de todos os elementos que integram as forças ativas no processo, sejam internos (empregados) ou externos (fornecedores, clientes e, stockholders), para que não escape à consideração nenhum detalhe importante.

É igualmente de vital importância que os executores participem do planejamento e o tenham como “seu”, o que contribuirá decididamente para sua melhor execução.

Vale a pena lembrar o que nos diz Sun Tzu no livro “A Arte da Guerra”: “A informação é crucial. Nunca vá para a batalha sem saber o que pode estar contra você”.

O planejamento é um exercício de lógica decorrente de informações, avaliações factuais mais ou menos concretas e, das “implicações futuras das decisões presentes”, que conforme Peter Drucker (Management: Tasks, Responsabilities, Practices), conduzem a formação de cenários prováveis, embora não absolutos. Daí a necessidade de incluir margens de segurança, acompanhamento, controle e, ajustes quando necessários.

Na prática, os planos resultantes são um conjunto de boas intenções, cujo sucesso depende de como será executado pelos Recursos Humanos e, estar coerente com o cenário corrente.

Participei da fusão de duas multinacionais bilionárias, muito bem fundamentado, e sob a coordenação de alguns dos mais respeitados gurus de Boston, mas que na prática não funcionou porque ignoraram o necessário engajamento dos Recursos Humanos.

Assim, chegamos a Gestão Estratégica, ou seja, na transformação do Planejamento Estratégico num processo dinâmico e permanente que visa administrar as ações individuais de forma coerente com suas estratégias.

A Gestão Estratégica é o modelo de gestão participativa que se fundamenta em informações sobre o andamento dos negócios em tempo real, mantendo os níveis decisórios em rede com os níveis operacionais, permitindo decisões inteligentes e ajuste dos planos a tempo e a hora.

A Gestão Estratégica é regularmente exercida por um Comitê Multidisciplinar de Gestão Estratégica sob a presidência da mais alta autoridade da empresa, composta pelos principais executivos de cada atividade, conforme a distribuição de responsabilidades por resultados.

Esse comitê se constitui na fase de Planejamento Estratégico e, se reúne quando necessário, ou pelo menos uma vez por mês depois do plano implementado, com a finalidade de tomarem conhecimento dos resultados e fatos relevantes, avaliar sugestões e, redefinir as estratégias e objetivos empresariais de curto e longo prazo.

Certamente não esgotamos o assunto, mas se puder fertilizar as mentes dos que a estudam, ficarei muito satisfeito. Espero que seja útil a todos.

Por Vicente Graceffi, consultor em desenvolvimento pessoal e organizacional. É um dos colunistas do RH Pra Você. Foto: Divulgação. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.