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Fórum de gestão de pessoas debate a liderança em tempos de mudança

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Na última segunda-feira (20), Novo Hamburgo (RS) recebeu o 17ª Fórum de Gestão de Pessoas da Associação Brasileira de Recursos Humanos seccional Rio Grande do Sul (ABRH-RS). O evento, ocorrido no Teatro da Feevale, teve como tema “Liderança em Tempos de Mudança”.

Um dos palestrantes, o consultor e empresário Roberto Shinyashiki (capa) teve participação de destaque no encontro falando a respeito de “liderança exponencial”. “Ser rico não significa ter muito dinheiro, ser rico é ser livre”, disse. Shinyashiki ressaltou também que o RH tem papel fundamental na participação dos colaboradores em meio ao cenário da Indústria 4.0. O profissional de recursos humanos é o responsável por manter os funcionários atualizados, motivados e integrados, além de propiciar um ambiente que favoreça seu desenvolvimento e a criatividade. “É importante sair da frente do computador e de suas salas para interagir e ver as pessoas, saber o que elas estão fazendo ou pensando”.

Ainda segundo o palestrante, no que diz respeito à carreira, inovar vai além de investir em tecnologias. O processo de inovação consiste nas atitudes do profissional. “Não aplauda cases disruptivos como Airbnb e Netflix. Faça como eles e contrarie a lógica. Se você está em uma árvore sem que ninguém a balance para você cair, repense, pois está em um lugar que ninguém deseja ocupar”, explicou. Além disso, para o empresário, cometer erros ou sofrer derrota fazem parte do processo de aprendizado  e crescimento.

CEO da Inova Consulting, Luís Rasquilha, apresentou a palestra “Viagem ao Futuro: a mudança de era e o profissional conectado”. Segundo ele, o mundo tornou-se plano e, hoje, concentra-se na palma da mão dos seres humanos: “O retrovisor é menor que o para-brisa, pois o caminho que está por vir é mais importante do que o já trilhado. A combinação de tecnologia e pessoas é a chave para evolução dos negócios. As empresas ainda não entenderam que precisam ter o mindset da adaptibilidade”. O palestrante apresentou a informação de que 40% das empresas inovadoras e disruptivas de hoje não existirão mais até 2021. “A única saída é preparar-se e não resistir às transformações”, finalizou.

O evento também contou com painéis de cases. Em um deles, Solon Stahl, diretor executivo do Sicredi, falou a respeito do sucesso adquirido pela cooperativa com o passar dos anos. Já são mais de 3,8 milhões de associados no país, em 22 estados. “O que nos trouxe até aqui não nos manterá para os próximos 10 anos. Olhamos para o futuro sem perder nossas raízes”, afirmou. Em outro painel, Beatriz Dockhorm, fundadora e proprietária da Bia Brazil, maior exportadora brasileira de roupas de ginástica, a chave para alcançar o sucesso está em fazer algo diferente do que é visto no mercado. “Em 1996, éramos a primeira micro e pequena empresa que exportava no Brasil. O mundo faz o básico, de maneira geral, é preciso ter foco e buscar diferenciar-se dentro de um segmento”, contou. A empresa, que iniciou suas atividades em 1994, já conta com franquias em 60 países.

Customer success manager da SAP, empresa de software e soluções digitais, Filipe Rollof, discorreu em seu painel a respeito do quanto a diversidade é fundamental para o crescimento de uma empresa. “Quando falamos de diversidade, trata-se de uma análise demográfica do ambiente externo e interno da organização. A perda anual das empresas pelo machismo estrutural no mundo alcança 12 trilhões de dólares”. Uma pesquisa da consultoria empresarial McKinsey & Company dá ainda mais embasamento à questão. O levantamento apontou que as empresas que priorizam a diversidade são 21% mais propensas a conseguir lucro acima da média. 500 companhias dos Estados Unidos foram analisadas.