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Formação em Inteligência Emocional não soluciona todos os problemas

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A busca pelo autoconhecimento é uma jornada, não um fim em si mesmo. Nesse sentido, a busca por uma vida mais orientada por propósito e a constante atualização de padrões mentais (mindset) é essencial para que possamos nos manter relevantes e sintonizados com tudo o que está acontecendo ao nosso redor. Em outras palavras, não basta investir em inúmeros cursos e formação em Inteligência Emocional (ou PNL). Eles não são a solução para todos os seus problemas.

O conceito das chamadas "soft skills" (ou competências comportamentais) pode nos ajudar a entender aquilo que deve ser prioritário em nossa jornada de autoconhecimento. Soft skills são um conjunto de habilidades e competências relacionadas ao comportamento humano. São consideradas como características necessárias para que um profissional alcance os seus objetivos profissionais.

Assim, as softs skills esperadas de determinada pessoa estão relacionadas a sua área de atuação, e principalmente ao posto que ela deseja ocupar. Exemplos dessas competências comportamentais são: inteligência emocional, empatia, ética, liderança, resolução de conflitos, flexibilidade e gestão de equipes. Todas elas trazem benefícios para a vida pessoal, mas também se mostram importantes para o bom relacionamento com os colegas de trabalho. Uma vez que não somos seres imunes às mudanças (muito pelo contrário), podemos desenvolver cada uma dessas habilidades e competências.

Enquanto as chamadas "hard skills" (ou competências técnicas) dizem respeito ao conhecimento prático relacionado a alguma tarefa, algo essencial para a execução de qualquer trabalho, algumas das soft skills mais desejadas pelas empresas tendem a ser adaptabilidade, criatividade, espírito empreendedor, resiliência e persuasão.

O que a inteligência emocional tem a ver com isso?

Uma pergunta que sempre intriga quem trabalha com o desenvolvimento de pessoas é: existe alguma relação entre dar espaço à inteligência emocional e o desenvolvimento de habilidades comportamentais?

Para Daniel Goleman, considerado o pai da Inteligência Emocional, a resposta é um sonoro "sim". Segundo ele, todas as habilidades comportamentais são baseadas na inteligência emocional, o que acaba diferenciando profissionais medianos dos excepcionais.

Na visão de Goleman, estas são as soft skills mais valorizados pelo mercado:

- Colaboração;

- Flexibilidade;

- Trabalhar sob pressão;

- Comunicação eficaz;

- Orientação para resultados;

- Liderança.

Ele ainda sugere três posturas que os profissionais precisam ter para desenvolver a inteligência emocional. Entre elas está a autorregulação da mente e do corpo no dia a dia. "Encorajo fortemente um método emocional de autogerenciamento, como uma sessão diária de meditação", escreve Goleman.

Nessa esteira, é possível dizer que a principal lição que devemos extrair disso tudo é que os profissionais devem estar atentos ao desenvolvimento das habilidades interpessoais. Até algum tempo atrás, o que contava era o número de certificações, diplomas e experiências práticas. Hoje, isso tudo precisa estar amparado por aptidões comportamentais.

Goleman também ressalta a importância de sabermos gerenciar o tempo, a partir do estabelecimento do que é ou não prioritário em nossa rotina. E fala da cultura do feedback, que permite que as pessoas avaliem suas habilidades interpessoais (e técnicas também). Sem ele, fica mais difícil identificar os aspectos que você deve aprimorar, não é mesmo?

Por Maria Emilia Leme, especialista em recolocação profissional e transição de carreira

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