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Felicidade e saúde como employer branding

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Não é novidade que 2020 desmascarou adversidades sociais e desencadeou problemas pessoais, que impactam diretamente na produtividade e andamento dos colaboradores no trabalho. Esse contexto é um desafio novo para as lideranças que, mais do que nunca, encaram a entrega de valor ao funcionário como uma estratégia fundamental. Primeiramente, acredito que é importante reforçar que “valor” é uma ideia subjetiva e, por isso, está mais próxima das percepções emotivas do que das racionais. Sendo assim, sugiro que olhemos para as emoções humanas como aspectos que podem engrandecer a empresa. Em uma interpretação mais simples, a marca quer ver os seus colaboradores felizes.

A felicidade acaba sendo um sinônimo ou, às vezes, uma consequência da sensação de bem-estar, e as companhias já viram que podem oferecer condições que propiciem mais qualidade de vida para o time. Hoje, até corporações com décadas de atuação implementaram iniciativas como licença paternidade estendida e convênios com clubes ou outros espaços de lazer e entretenimento. Entretanto, veio a pandemia e surgiu o seguinte dilema aos gestores: como proporcionar essa alegria em um ano como este? Na reclusão, muitas empresas adaptaram ações de interação e engajamento e acredito que foram feitos bem válidos, desde a Happy hour online até a adaptação de benefícios; tudo visando o conforto dos colaboradores.

Creio que também é oportuno ficar de olho nos hábitos alimentares do time, já que a pandemia ressignificou a alimentação, tanto de forma positiva como negativa. Segundo uma pesquisa feita pelo NutriNet Brasil, a frequência de consumo de alimentos saudáveis aumentou de 40,02% para 44,6% no período de distanciamento social. Por outro lado, sem uma rotina tão regrada ou as idas à academia, a tentação de buscar alento na geladeira também é uma realidade. Na procura por bem-estar emocional, foi comum que as pessoas reproduzissem as famosas comidas tradicionais de famílias ou que marcaram a infância, nomeadas de comfort foods. Para se ter uma ideia, as buscas por “pão caseiro fácil” cresceram mais de 700% em março em comparação com o mesmo mês em 2019, segundo o Google.

Tal acompanhamento da alimentação é importante, pois – segundo um estudo da Universidade de Brigham Young –, colaboradores com hábitos alimentares ruins são 66% mais propensos à queda de produtividade em comparação com quem tem uma dieta equilibrada. Além disso, o estudo aponta que quando frutas e vegetais não são consumidos regularmente, o desempenho pode cair 93%. Os números já são expressivos por si só e é válido reforçar que a pesquisa traz um recorte anterior ao momento atual, marcado por isolamento, mudanças de comportamento e  desgaste emocional, fatores que impactam diretamente na alimentação e engajamento dos funcionários. Sendo assim, não é difícil concluir que cuidar da saúde alimentar do time é zelar pelo equilíbrio de todos da equipe e também da própria empresa

Claro que quando sugiro essa atenção à alimentação, não quer dizer que as lideranças podem proibir produtos ou fiscalizar refeições. Na verdade, o papel dos gestores é entender essas tendências de consumo alimentar que o atual panorama  nos trouxe e incrementar as ações de saúde corporativa. O que antes se resumia na contratação de um convênio deve ser encarado de uma forma holística, englobando desde a prevenção de doenças ocupacionais até cuidados com a alimentação. Exemplos práticos para tais ações podem ser o envio de produtos que unem saudabilidade e sabor para os colaboradores até workshops sobre nutrição, por exemplo. Quando bem implementadas, tais iniciativas se tornam cuidados genuínos; e acredito que é disso que todos precisamos para sermos felizes em 2020. 

Por Marcelo Faggioni, fundador e CEO da Dio Mio

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