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Falta De Oportunidade É O Principal Entrave Para A Inclusão De Pessoas Com Deficiência No Mercado De Trabalho

Pesquisas 383

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Em parceria com a i.Social, ABRH Brasil e ABRH – SP, o site de empregos Catho realizou a pesquisa “Pessoas com Deficiência – expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho” com o objetivo de compreender a questão da inclusão no universo corporativo. Ao todo, 1.091 pessoas com deficiência, 117 executivos e 1.240 recrutadores foram entrevistados no período de julho a setembro de 2017.

Segundo informações identificadas no levantamento, a pouca oferta de oportunidades profissionais é o maior desafio enfrentado por pessoas com deficiência (52%). Em segundo lugar encontram-se empatados o foco exclusivo no cumprimento de cota e oportunidades ruins (41%). As barreiras culturais como o preconceito e a falta de informação também aparece entre os principais entraves (27%). Veja a tabela abaixo.

Poucas oportunidades

52%

Foco exclusivo no cumprimento de cota

41%

Oportunidades ruins

41%

Barreiras culturais (preconceito, falta de informação)

27%

Falta de preparo dos profissionais de RH

25%

Procedimentos para contratação (tempo do processo seletivo, laudo médico, documento)

24%

Falta de preparo dos gestores

20%

Acessibilidade (barreiras físicas, tecnológicas e de comunicação

17%

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 45 milhões de pessoas com deficiência. Destes, apenas 400 mil estão com emprego, o que corresponde a menos de 1%. Neste cenário, nos anos 90 surgiu a Lei de Cotas (nº 8.213/91) para tentar promover a inclusão social no mercado de trabalho. A partir desta iniciativa, as empresas com mais de 100 colaboradores devem destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência.

"A Lei ajudou a promover a inclusão, porém, ela precisa ser aplicada com planejamento, de forma que a empresa considere, por exemplo, um plano de carreira para o profissional. A própria pesquisa mostra que 34% dos respondentes têm formação superior, incluindo mestrado. Por sua vez, 23% estão cursando ou tem superior incompleto e 32% têm o ensino médio completo", reforça o diretor de RH da Catho, Murilo Cavellucci.

Os gestores e líderes das companhias também foram ouvidos na pesquisa. A opinião de 66% dos executivos é de que as oportunidades de trabalho oferecidas às pessoas com deficiência poderiam ser mais adequadas aos perfis profissionais e 21% dizem que as vagas são ruins e inadequadas.

Diante desta situação, o desejo de estar presente no mercado de trabalho diminui por conta da falta de perspectiva no âmbito profissional. Inclusive, este é o principal fator para desistências ou mudanças de emprego (58%). Em seguida está o fato de se sentirem apenas um funcionário de cota (52%) e por fim vêm as propostas de trabalho com melhores funções (47%). Veja a segunda tabela.

Falta de perspectiva de carreira

58%

Me sentir apenas como um funcionário de cota

52%

Propostas de trabalho com melhores funções (desafios, cargo)

47%

Propostas de trabalho com salário melhor

46%

Falta de incentivos para aprimorar minha qualificação

40%

Preconceito com relação a minha deficiência

27%

Falta de acessibilidade

13%

Problemas de relacionamento com o gestor

10%

Problemas de relacionamento com meus colegas de trabalho

7%

 

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