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Estudo revela quem são os profissionais que mais desejam mudar de carreira

Pesquisas 1004

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Um estudo conduzido pela Relevo, plataforma de recrutamento online, identificou quem são os profissionais que mais desejam sair de sua área de atuação. De cara, o levantamento trouxe uma informação curiosa. Na terceira e na quarta posição estão, respectivamente, as áreas de Business Intelligence e Marketing Online como as que abrigam pessoas que desejam migrar par um novo segmento, porém, ambas são as mais procuradas por profissionais com formação diversas a elas.

A liderança do ranking ficou por conta da profissão de desenvolvedor, seguida por Design UX/UI. “Acreditamos que mudanças de carreira sempre existiram - basta pensar, há 20 anos, quantos engenheiros formados estavam trabalhando no mercado financeiro. A formação superior nem sempre está 100% relacionada à atividade fim, mas sim às habilidades desenvolvidas durante os estudos", comenta Helena Lizo, Head de Finanças da Revelo. O ranking, portanto, ficou da seguinte forma:

Profissão

   %

Desenvolvedor

   24,46%

Design UX/UI

   19,38%

Business Intelligence

   17,93%

Marketing Online

   17,39%


Dentre aqueles que têm em seus planos a mudança de carreira, 36% são graduados, 10% têm pós-graduação e aproximadamente 2% tem a formação de mestre. Além disso, 70% deles estão no estado de São Paulo, 12% no Rio de Janeiro e 9% no estado de Minas Gerais. Lembrando que a base é composta por múltiplos estados, porém com maior concentração de candidatos na região sudeste.

A pesquisa indicou, também, que os chamados ‘Millennials’ – ou geração Y, que representa profissionais dos 21 aos 34 anos – tendem a ser quem mais incrementam as estatísticas de rotatividade no emprego. Além disso, são quem mais procuram outras recompensas em seu trabalho, não se prendendo unicamente a salário ou benefícios. Em média, nos primeiros dez anos de suas carreiras a troca de emprego ocorre pelo menos quatro vezes, versus a média de duas trocas da geração X (35 aos 49 anos). Eles também ingressam na vida profissional mais jovens do que a geração anterior, trazendo um amadurecimento pessoal concomitante à escolha da carreira.

“Carreiras ligadas à tecnologia terão cada vez mais adeptos, tanto pela necessidade crescente de uso em nosso cotidiano, quanto pela facilidade que os Millennials e a nova/futura geração possuem ao lidar com tecnologia, desvinculando o ensino superior à área de atuação de pessoas com maiores conhecimentos técnicos para esses ocuparem estes cargos”, explica Helena.

Pensando no comportamento, a geração Y não enxerga os bens materiais como suas maiores prioridades e conquistas e são quem mais postergam marcos como casamento e filhos.

Para essas mudanças, a era digital é a grande facilitadora para essas mudanças de área. Além de se manterem conectados às mídias sociais das empresas, acompanhando seus movimentos e pesquisando sobre novos formatos de relações de trabalho e identificando qual empresa pode oferecer o melhor ambiente para suas demandas profissionais, o acesso à especialização online é amplo e permite que jovens profissionais adquiram habilidades e recursos para atuarem em diferentes cadeiras.