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Está na hora de revisar a vida

Coluna 339

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Os grupos de WhatsApp estão a todo vapor e as discussão se tornam cada vez mais acaloradas. 

Além da defesa de território, de ponto de vista e das fakes news fomentadas por uns e combatidas por outros, a interpretação se torna ainda não duvidosa pelo fato de se tratar de uma comunicação escrita. 

De tudo que tenho lido e ouvido, o que mais me impressiona é o clamor por empatia por um lado e a falta de empatia pelo outro.

  • “Vamos dispensar as diaristas e pagar como se elas estivessem vindo”, sugerem uns. Mas e quem paga o “no show” da palestra cancelada menos de 24 horas e com impacto direto no fluxo de caixa do mês de quem vai pagar a diarista?
  • “Os grandes empresários tem que se sensibilizar!”, alegam uns. Mas quem vai sair para comprar, para entregar e talvez até para produzir aquilo que o grande empresário fornece?
  • “Empresas liberam para o home office”. E as famílias que terão que cuidar dos filhos e da casa trabalharão que horas?

Tudo que gira no presencial vai parar.

"Ah, começa a fazer curso on-line", me sugerem alguns. E você acha que escrever, produzir, vender e tracionar num ritmo que compense o ticket baixo leva quanto tempo para compensar o buraco que teremos nos próximos meses?

Isolamento, confinamento, distanciamento social... gente estocando comida de um lado e gente sem saber como vai conseguir dinheiro para colocar alguma comida no prato do outro. 

Gente preocupada em como vai trabalhar, gente pensando em como não surtar, gente com pesadelos sobre como não quebrar e o mundo lá fora continua a girar. 

A necessidade é coletiva, mas o movimento individual. Todos têm suas razões, mas nem todos estão certos. 

Ampliar a consciência é um desafio gigante muito antes de toda essa pandemia. 

Esse é um momento de revisar a VIDA.

De ampliar os limites da empatia e reconhecer o impacto do que fazemos com nossa comunidade e com MUNDO.

É hora de olhar para dentro, para fora, para cima, para baixo, para TODOS os lados. 

Esse vírus não veio nos ensinar nada. Ele é um vírus. 

Nós é que temos muito que aprender. Somos humanos.

Por Carolina Manciola, sócia diretora da Posiciona Educação & Desenvolvimento e escritora do livro "Bora Bater Meta". É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.

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