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Errei Na Contratação! E Agora?

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Hoje, são cada vez mais as alternativas para otimizar o processo de Recrutamento e Seleção das empresas. Só para citarmos alguns exemplos, podemos elencar dois métodos utilizados pela startup Jobecam: as entrevistas às cegas e os vídeos currículos (clique em ambos para conhecer mais a respeito). E não é à toa que essa atenção maior ao R&S está sendo dada, afinal, cada contratação realizada tem seus custos e pode levar mais tempo do que o planejado, o que só aumenta a necessidade de um viés mais estratégico. Entretanto, o que fazer quando o processo seletivo é finalizado, o contrato é assinado, mas o profissional contratado passa longe de cumprir as expectativas?

De acordo com o especialista e consultor de Recursos Humanos, Ednilson Rodrigues, mesmo que haja um bom planejamento e um processo de recrutamento otimizado, erros podem acontecer. “Mesmo com a aplicação de testes e entrevistas minuciosas, não há como ter 100% de garantia que alguém que se destacou nas entrevistas vai ser o profissional dos sonhos de uma organização”, diz. E para decidir como será conduzido, então, o segmento (ou não) do colaborador que não está agradando, é necessário que os líderes e gestores levem algumas questões em consideração:

  • Por que o rendimento não é o esperado?

Segundo Ednilson, antes de ‘crucificar’ o profissional, primeiro os gestores devem fazer uma autorreflexão. “O colaborador foi uma contratação ruim por não desempenhar um bom trabalho ou por ter expectativas exageradas sobre si? Foi dado tempo para ele se adaptar à empresa e a seus processos ou é esperado que, de cara, ele já desempenhe o mesmo papel de seu antecessor na posição? O momento da empresa – em especial, se não for dos melhores, pode estar fazendo com que a gestão espere bons resultados de imediato ou melhorias milagrosas? Essas são algumas questões a serem refletidas na análise do novo profissional”, explica o consultor. É preciso ter cautela antes de tomar uma ação e cuidado igual com expectativas a curto prazo.

  • Não há como ignorar os custos

Assim como o processo de contratação é custoso, uma possível demissão também é. Portanto, de acordo com o especialista, a não ser que haja um nítido distanciamento entre o profissional e o cargo, a demissão não deve ser pensada como principal alternativa. “Quanto maior o salário, maior o prejuízo para a empresa se mandar o colaborador embora. Sem contar toda a burocracia envolvida. Ainda assim, não insista em um ‘caso sem solução’. Pode ser mais ‘barato’ recomeçar o processo seletivo do que insistir em quem não está dando certo, afinal, um mau colaborador pode impactar também sobre outros”.

  • Faça tudo com transparência

Não faz sentido e em nada é vantajoso para a empresa deixar alguém que está fazendo um trabalho ruim pensar que seu rendimento é satisfatório. Então, deixe-o ciente do problema, mas também se mostre disposto a resolvê-lo. “Um feedback e uma conversa às claras contribuem muito para a situação. A comunicação é essencial para que haja compreensão do porquê as coisas não estão ocorrendo como esperado. Não é incomum que, às vezes, a solução seja simples. O mais importante é que as cartas sejam postas à mesa”, diz Ednilson. “Programas de treinamento e desenvolvimento, uma possível mudança de área ou função também podem ‘salvar’ um profissional visto como uma contratação errada”, finaliza.

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