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Endometriose Afeta A Produtividade No Ambiente De Trabalho

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Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 180 milhões de mulheres ao redor do mundo sofrem de endometriose. No Brasil, a doença em que o tecido que reveste o útero cresce para o lado de fora, a média fica entre 10% a 15%. Ou seja, são sete milhões de brasileiras. Não é novidade que o distúrbio é capaz de afetar a qualidade de vida, porém, uma pesquisa realizada pelo cirurgião ginecológico Edvaldo Cavalcante em parceria com o Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (Gapendi) revelou que os prejuízos vão além da saúde.

Dentre as três mil mulheres participantes, o estudo identificou que 50% delas se ausentam no trabalho de uma a três vezes por mês. Já 23% ficaram afastadas por mais de 15 dias enquanto 14% revelaram terem sido demitidas por causa da doença. Mas, além das faltas é preciso levar em consideração um segundo problema: o medo de perder o emprego. Por conta da preocupação, elas vão a empresa mesmo em meio a dores e sintomas que limitam a atuação nas atividades. “Nem sempre o empregador tem o entendimento sobre o distúrbio e do seu impacto na saúde física e mental da mulher. Esta situação reforça o estigma de frescura ou exagero, o que pode gerar consequências piores”, afirma Cavalcante.

Neste contexto, o estigma e os sintomas da endometriose podem desencadear transtornos mentais, tais como: depressão, ansiedade e estresse. Na pesquisa, metade das entrevistadas revelou que recebeu o diagnóstico de ansiedade e 34% de depressão. A partir deste quadro o ideal é ter um apoio psicológico, mas, 62% não são orientadas a procurar uma terapia.

“Há estudos que mostram que nos próximos anos a depressão será uma das principais causas de afastamentos do trabalho. Portanto, como há uma relação importante entre depressão e endometriose, é outro ponto de atenção que deve ser levado em consideração no tratamento da doença, já que pode também afetar a vida profissional da mulher”, pondera.

Há um caminho

Uma boa notícia relacionada à endometriose é que por meio de um acompanhamento, é possível levar uma vida normal. Inclusive, no ambiente de trabalho. “A doença é uma patologia muito diversificada. Em geral, a dor ocorre em períodos específicos do mês, como nos dias que antecedem a menstruação. O tratamento clínico ou cirúrgico tem como principal objetivo melhorar o quadro doloroso”, explica. Além do tratamento com um ginecologista, o ideal é cuidar da alimentação, praticar exercícios físicos e gerenciar o estresse.

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