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Empoderamento Feminino - Bom Para Todos

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Nossa abordagem visa sensibilizar para um olhar mais abrangente para as questões da Diversidade e Inclusão, D&I, destacando a interseccionalidade que deve permear todas essas questões e em especial, os seus desdobramentos. No que se refere à questão da mulher no mundo corporativo, destacamos a ocorrência de microagressões contra as mulheres e como essas microagressões variam de intensidade, gravidade de acordo com as características individuais : raça, etnia, origem, orientação sexual, por exemplo. Temos o desrespeito em seus diversos tons.

As microagressões tem como pano de fundo a expressão "só podia ser mulher", que revela o sexismo. Microagressões são traduzidas por piadas, comentários ou atitudes aparentemente inofensivos, mas potencialmente fortes para, ao longo de anos, minarem a autoconfiança, autoestima e manterem uma situação de desigualdade e a descrença, da mulher,quanto ao autoempoderamento. Machistas praticam microagressões. O machismo que tem como estereótipo o homem incapaz de demonstrar fragilidade, chorar ou falar sobre seus sentimentos.

Os padrões de masculinidade em que grande parte dos homens foram e ainda são forjados carregam características autoritárias que, elevadas às últimas consequências, estariam na raiz da escalada de casos de violência contra a mulher, que vão de microagressões ao feminicídio. E, nessa história não há culpados. Há falta de oportunidade e atitude para deixar de reproduzir o que nos ensinaram e sabemos que não tem mais valor e dar um salto em direção à autonomia do ser que inova. No ambiente de trabalho esse ser é chamado de líder disruptivo.

Quem disse que homens não gostariam de ter brincado com meninas, tê-las incluído desde a infância em suas rodas de conversas? Mas, meninos foram preparados para ser antagonistas às mulheres, no que diz respeito aos direitos em sociedade. Situações que expressam o deboche, descaso pelas mulheres, tais como:

  • Rotular: Isso é coisa de mulher;
  • Interromper a fala da mulher;
  • Dar explicações óbvias;
  • Roubar ideias;
  • Fazer e propagar piadas e calúnias;
  • Ridicularizar situações de saúde da mulher, como a TPM e a gravidez,
  • Desconsiderar a fala, denominando-a de “ tititi”,“mimimi”.

Convenhamos; essas situações foram pauta das conversas em casa, com amiguinhos na escola, nos meios de comunicação até o século XX. Agora, não mais!

Dados do estudo “ Women in the Workplace 2018. McKinsey/ LeanIn Org”, realizado em 2018, abrangendo 279 empresas e mais de 64.000 empregados, em âmbito mundial, demonstram o comportamento das microagressões que vão desde atos e falas sutis, como quando alguém erroneamente assume que um colega de trabalho é mais júnior do que realmente é, até aos mais explícitos, como quando alguém diz algo humilhante para um colega de trabalho.

Intencional ou não, as microagressões sinalizam desrespeito e são mais frequentemente direcionadas às pessoas com menos poder: mulheres, mulheres negras, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

Quem pode e deve ajudar a bloquear a trajetória das microagressões no ambiente de trabalho? A Liderança Inclusiva, que tenha este perfil:

  • Tem interesse real pelas pessoas;
  • Ouve com atenção, diz a verdade e explica o “porquê”;
  • Autoriza e confia nas pessoas para a tomada de decisões;
  • Descobre e desenvolve o potencial das pessoas;
  • Esforça-se para obter resultados excelentes e extraordinários;
  • Define prioridades e simplifica o trabalho,
  • Felicita as pessoas por um trabalho bem feito.

Mas sabemos que esse comportamento pode não ser unanimidade. Todos nós temos
vieses inconscientes, conjunto de estereótipos que mantemos sobre diferentes grupos de pessoas, a partir de situações e experiências que vivenciamos ao longo da vida, como memórias de infância, conversas com amigos e até mesmo notícias que vimos na mídia.

O que as empresas estão fazendo?

Abrindo diálogos, vivências, treinamentos sobre Vieses Inconscientes , começando pelas lideranças, mantendo a interatividade atores e plateia, demonstrando que há espaço para falar sobre nossas fraquezas e também ressaltar nossas forças.

Consideramos que enquanto não investirmos fortemente na resignificação de valores não avançaremos no reconhecimento ao empoderamento feminino, de todxs as mulheres.

Por Jorgete Lemos, Consultora organizacional da Jorgete Lemos Pesquisas e Serviço e Diretora de Diversidade ABRH Brasil. É uma das Colunstas do RH Pra Você.

O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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