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Em meio a escândalos, app Zoom tem uso interno bloqueado pela Anvisa

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A pandemia do coronavírus trouxe ao aplicativo Zoom, utilitário de videoconferência, um grande boom. Antes do isolamento social em escala global, o app contava com 10 milhões de usuários, número que durante a quarentena aumentou para 200 milhões. Entretanto, a popularidade da ferramenta está em xeque após duas acusações de falhas que expuseram na web vídeos particulares de clientes.

A própria Zoom, por meio do fundador da empresa, o empresário chinês Eric Yuan, admitiu na última semana, que não foram atingidas as expectativas de privacidade e segurança. Não à toa, os alertas sobre a ferramenta fizeram com que grandes companhias abolissem o seu uso, como a SpaceX, empresa de foguetes do bilionário empreendedor Elon Musk.

De acordo com reportagens dos jornais norte-americanos The Washington Post e The New York Times, entre as falhas do app podem estar o salvamento de informações e vídeos de usuários na nuvem de servidores que não exigem senha para serem abertos, e também uma suposta mineração de dados que permitiria que o LinkedIn dos usuários fosse acessado durante as videoconferências. 

Além disso, uma matéria do portal Motherboard, no qual o app foi testado em sistema iOS, aponta que o download do app o conecta à Graph API do Facebook. Em outras palavras, “o que a empresa e sua política de privacidade não deixam claro é que a versão iOS do aplicativo está enviando alguns dados para o Facebook, mesmo quando os usuários do Zoom não têm uma conta na rede social”.

Ainda mais além, os escândalos motivaram que fosse aberto na Califórnia um processo na corte federal americana para que seja checado se a ferramenta cumpre as exigências legais do estado. Já na cidade de Boston, o FBI local emitiu um aviso orientando que usuários da plataforma não tornem públicas suas reuniões e evitem o compartilhamento de links em escala ampla.

Bloqueio da Anvisa

A partir desta segunda-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se tornou mais uma das instituições a banir o uso interno da ferramenta. Em nota divulgada pela Folha de S. Paulo, o órgão alegou que acompanha portais e especialistas de todo o mundo a respeito de segurança digital, ação que permite que empresa tome ações mais rápidas e assertivas em prol da proteção virtual de seus funcionários.

Aos colaboradores, a Anvisa recomendou a desinstalação do aplicativo em qualquer aparelho eletrônico, além de orientar que senhas sejam alteradas. O comunicado acresce que usuários podem ter suas senhas roubadas, câmera e microfone acessados sem autorização, além da exposição de conversas particulares.

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