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Do Que Você Não Gosta Em Uma Apresentação?

Coluna 240

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Em uma palestra recente que proferi, pronto para uma apresentação mais formal, apresentei uma reflexão sobre a relação entre a comunicação e o profissional do presente e do futuro, diante de todo um cenário de mudanças impulsionadas pela tecnologia. Comecei a fazer algumas perguntas iniciais para promover um envolvimento com o público, despertando um interesse incomum, com uma participação ativa de vários participantes, gerando um clima positivo, com o envolvimento de todos.

Os que estavam cansados de um evento anterior acabaram despertando durante as brincadeiras e piadas que surgiram. Quem estava ansioso para um coquetel quer viria depois, emprestou sua atenção e assim, em uma palestra-conversa, todos saímos muito satisfeitos com o clima e os assuntos pertinentes que surgiram, considerando que o objetivo foi atingido.

A pergunta que gerou essa “mágica” naquele contexto foi essa: “Do que você não gosta em uma apresentação”?

Uma pessoa dizia algum ponto que não gostava, o microfone circulava entre os presentes, surgiram sugestões, opiniões, concordâncias e discordâncias. Uma noite memorável.

De tão interessante, rememorei as questões mais interessantes que os presentes falaram e procurei relacioná-las para sua análise e observar se concorda ou não com a opinião dessa audiência.

A primeira pessoa a responder a pergunta disse:

- “Eu não gosto quando o palestrante lê a palestra projetada em um telão”.

É verdade. Não é necessária a atuação de um palestrante conceituado para ler o que foi preparado, provavelmente, por um assessor ou secretária. Além disso, perde o contato com o público, gerando dispersão e desatenção. O palestrante deve estar preparado para não ler o que preparou para projetar. Um comentário adicional: Há pessoas que trocam o conceito – Um recurso audiovisual é um recurso de apoio e não o palestrante o apoio do recurso.

Outro participante disse: “Palestrante que não olha nos olhos”.

Por incrível que pareça, muitos têm essa dificuldade. A grande diferença está em falar ”com” ou falar “para” as pessoas. Olhar nos olhos significa interesse, comprometimento, vontade de ser compreendido e de criar conexão.

- Slides muito carregados, com muitas informações: Talvez isso torne desnecessária a presença de um palestrante ou professor.

- Palestrantes prolixos: Pode significar falta de preparo ou, então, perfeccionismo, mostrando detalhes desnecessários e tornando a apresentação desagradável e cansativa.

- Palestrante com medo de falar em público: Acabam por mostrar excesso de passividade, pedidos de desculpas desnecessários e uma postura encolhida. A imagem que me vêm à mente é aquele tipo de pessoa que pede desculpas até por existir. Isso mostra ausência de preparo e até respeito para com a audiência.

- Excesso de entusiasmo: É aquele tipo que grita, esperneia, fala depressa e com excesso de energia, cansando até a audiência. Tudo que é exagerado acaba se tornando negativo.

- Palestrante estátua: Este perfil não costuma se movimentar, fazer gestos, fica com as mãos presas nos bolsos ou, então, com os braços cruzados.. Palestrantes que assumem esta postura não aprendeu a importância da comunicação corporal como forma de conexão, reforçando o que está sendo dito.

- Aproveitando esse assunto, alguém disse: “Fala monótona. Terrível não é mesmo? As pessoas tendem a dormir ou se dispersar com grande facilidade, além de todos perderem tempo”.

- Fala confusa: Quantas pessoas que, ao falar, não se sabe o que pretende. Ora conta uma história, aborda outro assunto, aí se lembra de uma piada e conta, nada com nada. Isto mostra que o profissional não tem uma estrutura montada, programada com começo, meio e fim, além do uso de exemplos ou ilustrações congruentes com a linha de pensamento e com o objetivo a ser atingido com a palestra. - Ambiente inadequado: Excesso de barulho, ar condicionado que não funciona, iluminação inapropriada ou sonorização com mal funcionamento. Estes são alguns dos fatores que podem interferir, diretamente, no desempenho da palestra.

- Palestrantes ou comunicadores arrogantes: Estes são aqueles que se julgam o dono da verdade. Suas falas são recheadas de vanglórias, de enaltecimento de si mesmos, faltando-lhes a humildade de se colocarem como seres humanos normais, vivendo em um planeta chamado Terra. Tornam-se antipáticos, criando uma barreira com a plateia. No Sul, dizem que é o chamado “engolidor de pau de fazer polenta”.

- Palestrantes que falam muito depressa: Terrível de entender o que querem dizer, prejudicando a dicção. Isso torna a fala linear e difícil de ser compreendida pelo excesso de dados jorrados em grande velocidade.

- Bajuladores: Elogiam a todos e o tempo todo, tornando vulgares seus elogios. Nestes casos, o palestrante acaba sendo prejudicado em sua apresentação pelo excesso e pela hipocrisia, pois todos os decodificam como falsos e interesseiros.

- Pessoas grossas, que utilizam um tom agressivo e palavras de baixo calão. – O maior problema é quando não dá para sair da palestra. Haja tolerância para ouvir pessoas inconvenientes. Cabem aí, também, pessoas preconceituosas, contando piadas racistas e inadequadas nos tempos atuais.

Com muita diversão, algumas brincadeiras da plateia, todos tiveram a oportunidade de refletirem a esse respeito e repensarem se possuem algum tipo de problema dessa natureza. Fica a sugestão para você também refletir a esse respeito.

Por Reinaldo Passadori, Mentor, fundador e CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação. É um dos colunista do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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