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Dinheiro Não É Tudo: Quando Você Deve Dizer “Não” Às Horas Extras

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA

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O nosso dia a dia empresarial pode ser bem cansativo. Isso sem contar o que o antecede e o que vem depois em nossa rotina. O tempo perdido no trânsito, lotação de transporte público, estudos, rotina da casa, vida social, dentre tantos outros fatores podem nos proporcionar um considerável desgaste. E nesse pacote, podemos incluir mais um elemento: as horas extras.

São várias as situações não qual dizer “não” ao chefe, tarefa que nem sempre é fácil para muitos funcionários, mais do que uma opção é uma necessidade. Por lei, em casos nos quais as horas extras estão previstas em acordo escrito ou contrato coletivo de trabalho, o trabalhador não pode recusá-las, entretanto, sempre há a opção do diálogo entre colaborador e empregador para definir ou não se é mesmo preciso cumpri-las.

A especialista em recursos humanos Célia Lourenço aponta três motivos que ressaltam a importância do “não” e do acordo entre líder e colaborador.

1 – Queda da produtividade

O aumento da jornada de trabalho, consequentemente, também acarretará no aumento da fadiga. “O cansaço pode acarretar em irritação, desmotivação, estresse e menor engajamento por parte do colaborador. A combinação de fator resulta em menor produtividade e na queda de qualidade de um trabalho que antes era bem feito. Os efeitos negativos são potencializados caso a vida social do colaborador seja afetada”, aponta.

2 – Impacto na saúde

A iminente queda na qualidade de vida proporcionada pelo excesso de trabalho pode causar sérios problemas de saúde aos colaboradores. Não à toa, segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout – ou Síndrome do Esgotamento Profissional -, uma patologia que representa um nível elevado de estresse.

“Assim como a Síndrome de Burnout afeta quase um terço dos profissionais do país, doenças como ansiedade e depressão também ganham força em alguns ambientes corporativos. E é sempre bom enfatizar que os efeitos não são somente mentais, mas também físicos, o que interfere gravemente não só na vida dentro da empresa, como também fora dela”, explica Célia.

3 – Falta de equilíbrio

Para muitas pessoas, alcançar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é um verdadeiro desafio. E o que já é difícil se torna ainda mais complicado se a rotina profissional exigir uma dedicação ainda maior do que a já prestada. “É normal que as horas extras sejam vistas com bons olhos, afinal, uma renda extra é sempre bem-vinda. Mas é preciso tomar cuidado e estabelecer limites para que a vida pessoal não fique prejudicada. Tirar um tempo para lazer, para relaxar, é absolutamente essencial”.

Lembre-se, você não será um profissional menos dedicado ou responsável se dizer “não”. E tampouco estará abdicando de seu trabalho.

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