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Digitais, Pragmáticos E Pouco Otimistas: O Perfil Da Geração Z No Mercado De Trabalho

Jovens Talentos

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Nascida entre 1995 e 2010, a chamada Geração Z, aos poucos, começa a cavar o seu espaço no mercado de trabalho, trazendo consigo novas perspectivas, ideias e maneiras de enxergar o ambiente corporativo. E para entender melhor as características destes novos profissionais, a MindMiners, empresa de tecnologia especializada em pesquisas digitais, promoveu um levantamento com 1000 respondentes para identificar as diferenças e semelhanças da Geração Z com a sua antecessora, a Geração Y (1981-1994).

Geração menos otimista e causas pelas quais lutar

De acordo com a pesquisa, a Geração Z se revela, em questão de perfil, menos otimista e confiante que a Y. Ao mesmo tempo, contudo, são jovens que demonstram maior empolgação, sendo menos idealistas e mais pragmáticos quanto ao mundo.

33% dos respondentes da Geração Y definiram o otimismo como uma das palavras que melhor os definem, enquanto somente 25% da Z fizeram o mesmo. Nesse panorama, o atual cenário político-econômico do país tem a sua influência.

Em relação à economia, 33% dos entrevistados da Geração Z se definiram como otimistas, enquanto 45% alegaram pessimismo. Na Y, a estatística está em 42% de otimismo e 35% adotam pensamento contrário. O mesmo contexto é apresentado na esfera política, na qual a Geração Z demonstra 27% de otimismo, contra 56% de pessoas pessimistas. Já a Y apresenta 35% dos participantes esperançosos que a política do país vai melhorar, enquanto 50% não esperam que as mudanças sejam positivas.

Na avaliação das bandeiras sociais e ambientais, houve semelhanças entre as prioridades das duas gerações. Para ambas, a luta mais importante é pelo acesso à educação, com a proteção aos animais na sequência. A diferença se deu no terceiro lugar da lista, que para a Geração Z remete aos Diretos Humanos, enquanto a Y tem enfoque maior nas fontes de energia renováveis + igualdade social (empate).

Conectados e digitais

Não é surpresa dizer que nenhuma geração é tão conectada quanto à Z. Não à toa, são chamados de ‘nativos digitais’, por estarem em contato com a tecnologia desde sempre.

De acordo o levantamento, televisão e rádio tem pouco espaço em relação aos serviços online, como YouTube, Netflix e Spotify. Além disso, a geração é heavy user de redes sociais o que não necessariamente é positivo, embora haja conexão e até mesmo vagas de trabalho que busquem esse perfil. O excesso de navegação nessas redes pode estar diretamente ligada a problemas como solidão, inveja e ansiedade.

“Os nativos digitais vão representar um importante desafio para o mercado, pois nem todas as empresas conseguiram se digitalizar. A gente tem falado muito sobre transformação digital, então a gente vê que pode haver esse choque. A Geração Z pode ter dificuldade para entender, a princípio, porque alguns procedimentos dentro das empresas não são feitos de forma virtual ou digital”, comenta Danielle Almeida, Head of Marketing da MindMiners e uma das responsáveis pela pesquisa. “Aqui na MindMiners mesmo, nessa integração entre profissionais mais velhos e os mais novos, a gente percebe que é um ‘outro mundo’, acrescenta.

Segundo a especialista, a Geração Z pode ser uma ‘catalisadora’ da busca pelo processo de inovação digital nas organizações, principalmente à medida que hoje a transformação se mostra cada vez mais obrigatória para um negócio se manter competitivo no mercado e capaz de reter talentos. “Além disso, é uma geração que pode contribuir por sua agilidade, desejo de mudar e inovar, e também por seus valores mais fortes, no qual ela busca sentido em tudo o que faz”.

Panorama de mercado

Estudos feitos nos Estados Unidos mostram que a nova geração se apresenta como mais competitiva e pragmática, embora seja mais ansiosa e reservada que a antecessora.

Já no Brasil, o relatório da MindMiners apresenta um dado que chama a atenção. Diferentemente da Geração Y, os jovens da Z não visam empreender, mas sim trabalhar em grandes empresas de tecnologia.

“A Geração Y não encontrou aquilo que queria nas empresas, principalmente em questão de valores e crenças, portanto, ao empreender, ela pode criar um negócio que siga o modelo desejado por ela. Nesse ponto, é interessante observar que a Geração Z não busca tanto empreender, mas sim estabilidade”, aponta Danielle.

Clique aqui para conferir o estudo completo.

E para saber mais sobre o perfil da Geração Z no mercado de trabalho, não deixe de conferir o eBook completo que a equipe dp RH Pra Você produziu sobre o tema.

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