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Dicas para liderar em tempos de incerteza

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Em tempos de grande instabilidade, o que é esperado de um líder? O mundo muda cada vez mais rápido e o cenário geopolítico mundial afeta a todos nós. Diferentes organizações se veem imersas em um mar de possibilidades e incertezas, fazendo com que o exercício da liderança se torne um desafio ainda mais complexo! No contexto atual, saber navegar num cenário de grande instabilidade passa a ser um diferencial estratégico na dinâmica de qualquer negócio.

Um artigo publicado pelo World Economic Forum destacou três dicas importantes para os líderes manterem-se resilientes em meio à tanta mudança, que estão muito alinhadas com o que nós acreditamos (e ensinamos) na Nêmesis. Por isso,  listei os principais destaques do texto, com algumas considerações da Neurociência. Confira:

Seja rápido e desenvolva sua resiliência

Num cenário de muitas mudanças, o primeiro passo a ser dado é criar uma organização ágil que possa responder a qualquer mudança.  Em um mundo hiper conectado, diferentes eventos, mesmo distantes, podem ter algum tipo de impacto sobre a sua organização. Um bom líder, portanto, deve ser capaz de se adaptar rapidamente aos diferentes cenários e para garantir essa habilidade, empresas bem-sucedidas estão adotando medidas para incorporar a flexibilidade à sua estratégia, cultura e operações. O aumento da flexibilidade está diretamente associado ao desenvolvimento de estratégias eficientes de controle do estresse, criação de um ambiente de confiança com abertura ao erro, e o incentivo ao desenvolvimento de processos criativos. Em conjunto, esses fatores contribuem para uma maior flexibilidade da equipe e maior abertura à mudança.

Foco nas pessoas

Quando pensamos em como tornar uma organização mais resiliente, é muito importante valorizar seu maior ativo, sua equipe. Assim como a empresa em si, os colaboradores também enfrentam diferentes tipos de pressão e incerteza, sejam elas de origem econômica ou pessoais. Eleições, mudanças na liderança, movimentos de retração nacionalista e outras rupturas geopolíticas podem ameaçar indústrias, economias e liberdades pessoais básicas, como a liberdade de viver ou trabalhar em determinados países. Inevitavelmente, tudo o que afeta suas famílias, amigos e comunidades irá afetar os próprios colaboradores.

Como resposta à tanta instabilidade, é fundamental que a equipe se sinta segura, apoiada e valorizada no trabalho, independente do que aconteça fora dos muros da empresa. Os líderes precisam investir na criação de culturas inclusivas e de apoio nas organizações, e no desenvolvimento da equipe, fazendo com que as pessoas tenham um sentimento de pertencimento, que garante o envolvimento do colaborador e isso os capacita a fazer o seu melhor. Além de garantir maior bem-estar e qualidade de vida para os colaboradores, esse tipo de iniciativa ainda retorna financeiramente para a empresa. Diversos estudos mostram que quando as pessoas se sentem pertencentes à uma organização elas se tornam mais produtivas, criativas e colaborativas, gerando um aumento da própria receita.

Esse processo pode ser fomentado a partir do investimento em modelos de liderança inspiradora, desenvolvimento da empatia e da criação de um ambiente de confiança, que juntos promovem uma cultura inclusiva, que favorece o pertencimento.

Aja de forma decisiva!

Num período onde a pressão por soluções imediatistas cresce exponencialmente, pequenas intercorrências são capazes de trazer grandes impactos na nossa rotina. O tempo todo somos cobrados por uma resposta a algo que parece ser “de vida ou morte” e nesses momentos espera-se que sejamos capazes de agir de forma decisiva, porém, é importante olhar para os resultados além do curto prazo. Cada atitude deverá estar alinhada com os objetivos de longo prazo, ajudando a construir o caminho até atingir seus objetivos.

Hoje já sabemos que ter uma visão de futuro é um desafio a ser superado por todos nós, uma vez que nosso cérebro não é tão eficiente em prever desfechos de longo prazo. Por isso, para construir um bom planejamento, é preciso se munir de dados concretos de diferentes fontes, tanto de dentro quanto de fora da organização, ajudando a identificar pontos cegos, desafiar suposições e obter uma imagem mais clara do que talvez ainda não saibamos. Esses insights podem nos ajudar a entender e avaliar desenvolvimentos relevantes e, então, tomar a melhor decisão com base no que sabemos. É isso que nos permite criar uma estratégia decisiva a longo prazo e agir no presente para se preparar para o futuro.

Em conjunto, essas ações visam permitir aos líderes planejar o sucesso em um mundo incerto e avançar com confiança, transformando a incerteza em oportunidade.

Por Ana Carolina Souza, neurocientista e sócia da Nêmesis, empresa que oferece assessoria e educação corporativa na área de Neurociência Organizacional

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