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Dia do perdão - 4 passos para aprender a perdoar e alcançar a cura emocional

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Perdoar nem sempre é fácil. Por mais que nenhum de nós esteja isento de cometer erros e falhar com o próximo ou com nós mesmos, a dor emocional pode suprimir a nossa capacidade de conceder o perdão, fortalecendo birras e sentimentos que contribuem para a mágoa crescer. Quem nunca guardou um pouco de rancor de um chefe, por exemplo?

A própria motivação para que a data de hoje tenha sido instituída como o Dia Nacional do Perdão já é, por si só, inspiradora para que nós adotemos a prática. O projeto que deu origem à lei é de autoria da deputada federal Keiko Ota (PSB-SP), que teve o filho Ives, na época com 8 anos, sequestrado e morto. O crime aconteceu no dia 30 de agosto de 1997. Depois de conhecer os assassinos do filho, a deputada e seu marido, Masataka Ota, decidiram perdoá-los.

Para Heloísa Capelas (capa), especialista em inteligência comportamental, diretora do Centro Hoffmann e autoria do livro “Perdão, a revolução que falta”, não devemos associar o perdão ao que é trágico, mas sim, adotá-lo como um mantra que acompanhe nossa rotina.

“Devemos dar o perdão nosso de cada dia. Perdoar o colega de trabalho por ter tido uma conduta mal-educada durante uma reunião, perdoar um desconhecido que te fechou bruscamente no trânsito, perdoar o vizinho que não te deixou dormir à noite por conta do som alto e, principalmente, perdoar os pais e demais familiares por conta de atitudes que causaram mágoas. Perdoar é um ato de inteligência emocional e de cura interior”, explica.

Para a especialista, por mais que perdoar possa ser difícil, quatro dicas contribuem fortemente para o processo da cura emocional.

1 – Fale sobre sua dor

Estudos já identificaram o quão nocivo é para o nosso organismo nos recordarmos de acontecimentos que julgamos imperdoáveis. Ou seja, guardar esse ressentimento é prejudicial à saúde. Heloísa orienta que a dor seja compartilhada em palavras com uma pessoa de confiança. Desabafar sobre a causa com alguém – o que não significa falar mal de quem está envolvido nela – ou até mesmo escrever a respeito em um diário pode contribuir para a mágoa ser canalizada e para que a culpa do outro seja superada.

2 – Reconheça suas fragilidades

Muitas vezes, acreditamos que o orgulho pode esconder nossas fragilidades e nos fortalecer à medida que nos torna frios. Entretanto, a prática só denota a um estilo de vida cada vez mais desconfortável. Colocar na balança a sua parcela de culpa e identificar o que você poderia ter feito para evitar o confronto é uma excelente alternativa para uma vida de desapego de sentimentos ruins.

3 – Seja o “ponto final” de maus-tratos

São muitos os filhos que culpam os pais por situações não resolvidas. Contudo, de quem se vê como vítima, quantos estão realmente dispostos a encarar o problema de frente à procura da solução? Para Heloísa,“todos nós estamos em profunda conexão com o universo e o universo está igualmente conectado conosco”, portanto, quando nos para perdoar e procurar solucionar o que está em aberto, somos recompensados.

4 – Dê o pontapé inicial

O perdão é pessoal. É nosso e é intransferível. Perdoar não significa se reconciliar com alguém, o que, por vezes, pode gerar frustração. Heloísa explica que sentimentos como a raiva ou o desejo por vingança podem ampliar os efeitos negativos desse ciclo, o que só aumenta a necessidade de se livrar dessa corrente. “Você pode perdoar em silêncio. O outro nem sempre precisa saber do seu perdão. A cura e o ponto final desse ciclo podem estar em não sentir mais raiva”, finaliza.