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Defendendo a integridade do nosso íntimo

Coluna 181

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No artigo anterior eu propus aos leitores que fizessem uma reflexão sobre algumas perguntas que tirei do livro “Quem Somos Nós”, fruto de um documentário do mesmo nome que foi ao ar pelos idos de 2004.

Nele é possível aprender muitos dos ensinamentos oriundos da física quântica, da neurociência e ciências espirituais.  

Aprendi e compartilho que a vida é uma miríade de instantes que se transformam em momentos que, por sua vez, determinam os acontecimentos. Pergunto: em quais desses tempos devemos colocar nossa atenção? É muito difícil monitorar o filme da vida quadro a quadro! Por isso o desenrolar dos acontecimentos tem que acontecer em um campo emocional onde não existe dúvidas de quem você é e do que você quer! Então os instantes que fazem os momentos que fazem os acontecimentos terão sempre a mesma vibração de certeza e paz!

Por isso entendo que temos que cuidar do nosso campo emocional, que funciona como um solo fértil. Nele, todo desejo, consciente ou inconsciente, vai frutificar. No entanto, o segredo está na qualidade do solo e como tratamos dele. Quanto mais elementos oriundos de uma fonte superior como amor incondicional, autoestima, alegria, melhor será o resultado das ações e relações. Ao contrário, quanto mais ingredientes profanos, vindos como valores da sociedade como status, segurança financeira, sucesso, maior a dissonância no resultado esperado gerando assim maior desconforto e oscilações no campo psíquico.

Dado que não fomos educados a entender e controlar nosso campo psíquico, tendemos a buscar respostas no imaginário popular alimentado pela superstição ou anacronismo religioso.

O momento atual que estamos vivendo é muito especial. Podemos e precisamos tirar proveito do que ele nos ensina! As mudanças em curso têm amplidão, porque envolvem todo o planeta. Têm dimensão porque entrelaçam diferentes campos de força (física, psíquica e espiritual) e têm velocidade com aceleração progressiva, o que significa maior volume de iteração! Não é possível lidar com tanta complexidade olhando para o mundo com se ele fosse o nosso quintal! O que fazer então... prestar atenção ao que nos acontece e ao que acontece ao nosso redor. Observar a nós mesmos! Colocar total atenção no que estamos pensando e sentindo! O que a vida está querendo nos dizer?

Estamos frente a frente a uma grande oportunidade: a de ultrapassar a voz do julgamento, e conquistarmos a condição de ter uma mente aberta, como nos ensina Otto Scharmer em seu livro a Teoria U.

O que isto significa? Significa liberar a mente e superar padrões usais de pensamento, decisão e ação. Também significa deslocar nossa atenção para a periferia de nossas próprias experiências para que possamos acessar novas ideias e conhecimentos que nos permitam rever nossos conceitos e ter uma outra visão de mundo.

Para tanto precisamos estar atentos a alguns temas emocionais e conviver com eles para que possamos compreendê-los e controlá-los a ponto de aprender com eles a direcionar nossos comportamentos nas mais diversas situações.

Temas emocionais como preocupação, estresse, rigidez, obsessão pela opinião alheia, julgamentos, críticas, dispersão, apatia, impaciência e perfeccionismo devem fazer parte do nosso aprendizado de autopercepção.

O aprendizado se consolida na vivência de nossos desafios situacionais que nos obriga a superar a força de se fazer sempre do mesmo jeito, identificar caminhos alternativos, acessar e usar experiências vividas, focar no que é relevante, priorizar o mais importante, sair da inercia, ouvir e entender o que está sendo dito e reconhecer os próprios erros.

Uma vez superados velhos padrões de pensar, julgar e realizar estaremos nos dando condições de expandir ainda mais a nossa consciência e começar a viver novas experiências colaboração, inclusão e empatia.

No próximo artigo desejo, sem perder o vínculo com o assunto base de nossas conversas, focar um pouco mais no mundo corporativo.

Por Vicente Picarelli, fundador da Picarelli Human Consulting e professor e consultor da Fundação Dom Cabral. É um dos Colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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