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COVID-19: Nossas emoções podem nos fazer adoecer?

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Em nossa prática psicológica com pacientes portadores de doenças agudas ou crônicas graves percebemos que é possível sim adoecer com as nossas emoções. Por exemplo, muitas vezes vemos um agravamento da dor em pacientes com doenças autoimunes como fibromialgia quando este passa por estresse.

Existem situações difíceis e negativas em todas as vidas. Podem envolver a perda de uma pessoa, seja por morte ou divórcio, desastres naturais, abuso doméstico, dificuldades financeiras, um diagnóstico de doença grave em si ou em seus familiares, ou acontecimentos trágicos da infância, como perda prematura dos pais ou abusos físicos ou psicológicos. A estes eventos damos o nome de trauma. E estes traumas, se não forem resolvidos, podem levar ao adoecimento grave num período de 6 a 18 meses.

​Um trauma é uma resposta emocional inadequada a eventos negativos que aconteceram em nossa vida. 

As reações envolvem sintomas que podem envolver taquicardia, tonturas, confusão, entorpecimento, enjoo, anorexia ou excesso de fome, vômitos e diarréia, dores difusas no ventre, elevação ou queda da pressão arterial, entre outras. Essas reações preparam o corpo para lutar ou fugir de uma ameaça, seja ela real ou imaginária.

Muitos estudos têm associado o estresse a uma menor função imunológica e maior incidência de doenças em geral. O Sistema Nervoso Simpático é o principal envolvido nas mudanças químicas que ocorrem durante uma situação de “luta ou fuga”. Em situações agudas, o SNS se ativa. No entanto, assim que o evento traumatizante tenha passado, o corpo volta à homeostase em cerca de uma hora. Sob estresse crônico, o SNS fica “ligado” praticamente o tempo todo. Neste estado, os mecanismos de estimulação da adrenalina e da noradrenalina se alteram.

​Esta alteração pode conduzir a uma série de processos favoráveis ao desenvolvimento de doenças agudas ou crônicas, uma vez que o corpo fica predisposto à maior inflamação, menor imunidade, e a incapacidade de se autorregular.

Existem formas de lidar com os fatores estressantes, cuidar dos nossos traumas e ter uma vida melhor? Sim. 

Medicina: Quando necessário, buscar ajuda médica. Uma vez que o corpo atinge seu limite e adoece em vários sistemas ao mesmo tempo.

Psicoterapia: As experiências que você vive ou viveu, sejam elas positivas ou negativas, formaram o modo como você interage com o mundo exterior. Estes sistemas de crenças podem ser mudados, trabalhando-se no nível subconsciente, que foi onde se formaram em primeiro lugar. 

A psicoterapia pode ser muito útil para a compreensão destas dinâmicas e para trabalhar as crenças que nos limitam como a baixa autoestima, mágoas ou bloqueios inconscientes.

Quando associada a outras ferramentas, como as terapias vibracionais ou complementares (reiki, ou outras práticas que constam da lista oferecida pelo Sistema Único de Saúde - SUS), as práticas que trazem mais fé e esperança e a exercícios físicos tem muito sucesso.

​​Seja qual for a modalidade que você use para se curar do trauma, lembre-se de que esta prática precisa ser constante. Não adianta apagar as labaredas altas do fogo e deixar as pequenas brasas incandescentes. Logo elas se tornarão labaredas também.

Durante este novo aprendizado várias técnicas serão ensinadas e cabe a você trabalhar arduamente para não adoecer mais. Pode demorar um pouco, ou não, para ver os resultados de seu trabalho interno, mas você os verá. E quando vir perceberá que o estado de sua vida e sua saúde mudará significativamente para melhor.

Por Ana Cassia Stamm, palestrante, socióloga, psicóloga e psicoterapeuta Vibracional. Fundadora do Despertar do Ser Terapias Vibracionais

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