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Comunicação: Como entender e ser entendido: Assertividade e “mimimis” - Terceiro Artigo

Coluna 1405

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Este é o terceiro artigo de uma série sobre Comunicação. No primeiro artigo, enfatizamos a importância do foco e passei duas dicas: paciência e reconhecer motivações e interesses.

No segundo artigo, falamos da importância da auto percepção e passamos várias dicas para que você possa perceber como de fato se comunica, seu tom de voz, postura e aspectos da personalidade.

Neste terceiro artigo, o foco é a Assertividade. Você sabe que uma pessoa assertiva é aquela que fala o que pensa e o que sente, sem desrespeitar o outro.

Assertividade é uma competência específica de quem se comunica de forma adulta e madura. Traz o conceito da firmeza e da inteireza de quem se comunica. É ser objetivo na forma como transmite uma mensagem. É saber que o nosso tempo é muito precioso para dar voltas e não dizer o que precisa ser dito.

A falta de assertividade gera dúvidas, descréditos e perda de tempo. A assertividade gera uma comunicação mais aberta e focada, direta e certeira.

Às vezes confundimos assertividade com agressividade e aí cometemos um grande erro, pois ser assertivo não tem nenhuma correlação com o ser agressivo. Ser agressivo é deixar a impulsividade tomar o primeiro lugar na comunicação e o desrespeito aparece como consequência imediata. É simplesmente não escutar a outra pessoa, não compreendê-la e, com palavras, exercer uma força que fere o receptor da mensagem.

Claro que esbarramos, aqui, com um conceito cultural, porque o que pode nos ferir, como brasileiros, nem sempre fere um europeu e, por vezes, nos sentimos agredidos pela forma como um europeu se dirige a nós. Assim, a cultura onde estamos precisa ser considerada para praticarmos a assertividade.

No outro extremo da assertividade encontra-se a não assertividade, que é a característica das pessoas que não se posicionam perante um determinado assunto, ou se posicionam de maneira tão suave ou delicada, que seu ponto de vista não é levado em consideração. Podemos entender que, por vezes o indivíduo não assertivo é aquele que foi socializado a ponto de ser engolido pela sociedade, de tal forma, que fala aquilo que não acredita, faz o que não quer, mas age de acordo com o socialmente esperado.

Pessoas agressivas são aquelas que deixam qualquer princípio de socialização subordinado ao seu objetivo e interesse, portanto não é difícil para uma pessoa agressiva “cruzar a linha”.

Já uma pessoa assertiva é aquela que respeita a sociedade, mas também se respeita como indivíduo e faz uma composição entre o que é socialmente aceito com suas opiniões, vontades etc, posicionando-se de maneira clara, mas respeitosa.

Bom, mas o que você deve estar se perguntando é: como desenvolver, então uma comunicação assertiva?

Vamos lá às dicas:

  • Examine com lucidez o que quer comunicar para alguém.
  • Retire do conteúdo toda informação que não acrescente valor ao conteúdo que quer comunicar
  • Não exagere nenhuma informação utilizando advérbios desnecessários
  • Construa frases curtas e diretas
  • Fale de forma clara
  • Preste atenção ao receptor da mensagem
  • Identifique se a mensagem foi compreendida.

Mas, por vezes, apesar de sermos assertivos, podem existir receptores que se  ressentem e fazem o que popularmente chamamos de “mimimi”. Não há nada pior do que ter que lidar com pessoas que se ressentem com qualquer coisa que o outro fala, sente-se desrespeitado por qualquer coisa e por qualquer pessoa.

Uma postura “mimimi” é infantil e desajustada. Ajudar a pessoa a sair do “mimimi” é trazê-la para o aqui e agora. Fornecer dados de realidade e afirmar que nada que está sendo dito é pessoal. Valer-se de fatos, constatações e observações.

Fica aqui uma sugestão: pergunte-se: com quem eu consigo ser assertiva? E não assertiva? E agressiva. Identifique o que você faz para ser assertiva, vendo se é possível utilizar esse modelo para as demais situações.

Pratique, pratique e pratique.

Por Fátima Motta, Profa. Dra. Fátima Motta, Sócia-Diretora da FM Consultores. É uma das colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista.