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Como Será O Seu Futuro?

Coluna

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Em um cenário de consumo desenfreado por aquisição imediata de “coisas” - digo coisas porque depois de efetivada uma compra por impulso o próprio consumidor não sabe para que serve o que ele acabou de adquirir – o profissional que já não dispõe de uma consciência voltada a educação financeira se vê altamente desmotivado com sua remuneração, uma vez que ele não consegue mais cumprir com todos os compromissos financeiros assumidos. Este fato não acontece porque o salário não foi reajustado ou a inflação está absurda e sim porque passou a consumir demasiadamente sem necessidade ou planejamento. Hoje a visão de um jovem logo após conseguir um trabalho é resolver onde gastar o dinheiro que ele ainda nem ganhou. Ele contrai uma dívida de 12 meses a pagar, quando não fecha parcelas a perder de vista.

O planejamento financeiro é um assunto quente no universo corporativo uma vez que as empresas não conseguem motivar os colaboradores somente com aumentos salariais, pois um aumento salarial hoje equivale a mais uma dívida assumida pelo funcionário amanhã. Ou seja, resulta na seguinte reflexão: “Se estou ganhando mais, posso gastar mais”. A remuneração recebida para a maioria das pessoas nunca será suficiente, tendo em vista que não se consegue planejar o que fazer de maneira adequada com o dinheiro recebido.

O mercado de trabalho atual altamente competitivo e por consequência exigente, facilita a formação de profissionais despreparados no quesito de planejamento financeiro. Eles chegam a pensar dessa maneira: “Para que trabalhar e ganhar essa “mixaria”? Vou é embora desse lugar”.

Devido a essa falha social e inclusive da estrutura familiar – pois, a maioria dos pais também não estão preparados para planejar os investimentos financeiros - essa garotada aparenta ser cada vez menos compromissada com as carreiras e empresas que trabalham. Mas, na prática o que falta é qualificação para planejamento de futuro.

Uma pesquisa realizada em 2011 pela Towers Watson com 198 companhias nacionais e multinacionais revelou que 79% das companhias oferecem benefícios para a aposentadoria dos colaboradores. Portanto, por meio de programas de conscientização e planejamento de futuro, fazem com que os profissionais não pensem somente no agora e sim nos próximos anos.

Com o crescimento da expectativa de vida, mais do que nunca precisamos nos preocupar com o futuro. Podemos escolher em depender exclusivamente de uma Previdência Social oferecida pelo Governo – claro que através do próprio dinheiro que arrecadam de nós através dos impostos abusivos - ou planejar as finanças desde cedo com a mentalidade de prevenção na melhor idade ou até mesmo em casos de necessidade relacionados a problemas de saúde, por exemplo, teremos garantido o nosso direito de sobrevivência. Precisamos  entender que o pouco poupado garante a segurança do amanhã. Reflita, vale à pena!

Por Tatiane Souza, presidente e sócia da empresa Gente Mais Consultoria e Treinamentos. É uma das colunistas do RH Pra Você.

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