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Como os Squads podem tornar as entregas mais ágeis?

Coluna 1155

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Se antes a demanda por agilidade vinha somente de empresas de tecnologia, hoje, com o mundo em constante evolução, elas surgem de todos os setores. De acordo com a edição de 2020 da DT Index, pesquisa sobre transformação digital realizada pela Vanson Bourne, 96% dos entrevistados reconhecem que a pandemia evidenciou a importância de ter uma infraestrutura de TI mais ágil e escalável. Com um mercado mais volátil e dinâmico e um consumidor mais exigente - independentemente da indústria - é preciso pensar em novas estratégias trazendo mais rapidez e assertividade para as entregas.

Num mundo cada vez mais conectado e frenético, novas formas de agir ganharam protagonismo e foi com esse foco que surgiram os Squads. Essa metodologia hoje é utilizada por empresas inovadoras como, Google, XP e Quinto Andar, mas ficou famosa depois que o Spotify divulgou um artigo explicando como funcionava essa organização internamente. Conceitualmente eles são pequenos times, compostos por profissionais com diferentes skills, que tenham autonomia no processo de decisão e com um objetivo em comum. Normalmente são constituídos por no máximo oito membros, para manter a celeridade do processo.

Há várias maneiras de se organizar um Squad, por exemplo, reunindo colaboradores de uma mesma área, com atividades parecidas, que é o que chamamos de chapters (divisões). Nesse caso, o agrupamento pode contribuir para troca de experiências e ideias e ajuda mútua. Outra possibilidade é a de dividi-los em tribes, que são vários times trabalhando em um mesmo projeto com o objetivo de manter a comunicação fluida. E, por fim, as guilds, formados por pessoas de diferentes chapters e tribes. Eles são grupos mais independentes, que não precisam de projetos ou habilidades em comum já que a ideia é que eles troquem aprendizados.

Diante dessas características e inúmeras possibilidades, adotar esse sistema tem sido vantajoso para as empresas porque dá agilidade e permite que elas possam resolver pequenos problemas de forma mais simples. Como o time tem mais autonomia é possível realizar entregas mais rápidas e que não esbarram em processos burocráticos, hierarquia ou lentidão na tomada de decisão. A consequência dessa velocidade é a escala já que a companhia conta com uma equipe muito mais produtiva, pois cada um tem suas tarefas bem estabelecidas fica mais fácil focar nas próprias responsabilidades.

Equipes que se comunicam, que tem um objetivo em comum, agilidade e autonomia para tomar decisão? Não tenha dúvidas que isso contribui para o engajamento e retenção de talentos. Além disso, como os grupos são menores favorece a colaboração e integração de todos. E, por fim, os agrupamentos são formados por especialistas de diversas áreas e com habilidades diferentes, e isso faz com que eles contribuam para fortalecer o conhecimento do time.

O fato é que com as necessidades do mercado mudando a cada segundo, ter em sua empresa funcionários para atender todas as demandas é tarefa quase impossível. Mesmo para startups, que são modelos de negócios que nasceram imersos em tecnologia, isso pode ser um grande desafio na hora de realizar determinados projetos. Por isso, é preciso pensar em novas estratégias que favoreçam entregas mais assertivas e eficientes.

Muitas organizações, principalmente as maiores, sabem como seguir com processos comuns do cotidiano e fazem isso muito bem, mas com a competição cada vez mais acirrada para realmente se destacar no mercado e estar à frente da concorrência é preciso novas formas de realizar atividades. Só assim será possível chegar a resultados diferentes. Nesse caso, esse sistema pode ser uma vantagem competitiva, não só porque os Squads são capazes de acelerar o backlog de desenvolvimento, mas também pelas ideias inovadoras que podem surgir a partir deles.

A busca por inovação não está concentrada somente em um segmento e tampouco é de exclusividade das grandes empresas. Diante do cenário que nos encontramos, essa procura deve ser do mercado como um todo. E esse modelo é possível e necessário para qualquer tipo de empresa que se dedica a encontrar soluções únicas que tenham o objetivo de impactar o negócio de forma positiva e agregar cada vez mais valor aos projetos.

Gustavo Caetano é CEO da Samba Tech, embaixador da Reserva e autor do best seller Pense Simples. É um dos colunistas do Rh Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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