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Como os RHs podem refletir diante da crise do coronavírus?

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A pandemia do “coronavírus” – causador da doença COVID-19 – nos leva a uma experiência inédita. Ainda que o Brasil já tenha sofrido o impacto de outras epidemias no passado, com transmissões tão agressivas quanto essa, poucas empresas possuíam planos de contingência e de continuidade caso não fosse possível manter os funcionários trabalhando fisicamente. 

O resultado disso é que algumas organizações têm enfrentado dificuldades para dispor de recursos para que todos os seus funcionários consigam trabalhar remotamente de outros locais físicos. A falta de preparo para oferecer conexões privadas à distância também já começa a se tornar um entrave. A lista de itens necessários para uma operação de larga escala funcionar bem com centenas – ou milhares - de pessoas trabalhando remotamente é longa. 

Para o Recursos Humanos, — cujo os processos e gestão são essenciais para a superação desses novos desafios —, a segunda reflexão que a pandemia do coronavírus traz diz respeito à mobilidade (claro que a primeira está ligado a segurança e saúde de todos os funcionários da organização): a tecnologia, para além da agilidade cotidiana, também pode ajudar a gerenciar equipes ou empresas inteiras por meio de plataformas inteligentes que eliminam a necessidade da presença física. É dizer: gerir, controlar, monitorar e avaliar à distância. 

Tecnologias já disponíveis permitem, por exemplo, que o funcionário registre o ponto eletrônico, por meio de aplicativos de geolocalização, validação biométrica ou com reconhecimento facial, e no horário da organização. Além disso, há outras ferramentas que possibilitam o autoatendimento do RH e a gestão do desempenho e que, assim, podem facilitar, a gestão da força de trabalho. 

Mas não só: a própria gestão dos processos de RH – como o processamento da folha e de ponto, por exemplo – é uma operação que hoje pode ser feita na nuvem com total segurança. A tecnologia também ajuda o RH a ter uma visão gerencial da força de trabalho à distância, com a geração de relatórios analíticos e a geração de insights de gestão a partir de dados. 

Em outras palavras, é provável que o coronavírus ressignifique a forma como as empresas funcionam, principalmente como organizam o trabalho. Para os RHs, essa mudança tem, enfim, o potencial de colocá-los como áreas estratégicas das organizações. Se agora eles estão sendo convocados às pressas para organizar o trabalho dos profissionais remotos sem os instrumentos necessários para isso, quando as coisas voltarem ao normal – o que deverá acontecer em breve –, ficarão as lições. E elas podem ser uma boa oportunidade para fazer com que as tendências se tornem realidade.

Por Paulo Oliveira, coordenador de marketing da Apdata

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