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Como lidar com a frustração de se formar e não conseguir emprego na área?

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Concluir a faculdade e não conseguir atuar na área escolhida é uma frustração para muitos profissionais no país, o que faz com repensar a carreira seja uma prática bastante comum. No último ano, o número de brasileiros que concluiu o Ensino Superior, mas não atua na área condizente à sua formação, aumentou. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2018, o cenário remete à realidade de 38% dos profissionais formados no Brasil. Entre os jovens, a estatística é ainda maior, atingindo a marca de 44,2%, seis pontos a mais que no ano anterior.

Ainda segundo o levantamento, boa parte daqueles que conseguiram garantir posto de trabalho vinculado à graduação superior enfrenta uma outra situação de viés negativo: o salário. 74% afirmam que os ganhos são menores do que a expectativa.

De acordo com Marcio Dornellas, especialista em educação e tecnologia e que há mais de 20 anos atua na área de Educação, é necessário que alguns pontos sejam levantados para que os formados não se sintam efetivamente motivados a se afastarem da carreira escolhida. “Hoje temos uma população com maior instrução. Isso não pode se perder. Ainda que o mercado não consiga gerar empregos para todos aqueles com nível superior, o ideal é que os brasileiros não deixem o currículo ‘esfriar’”, orienta. Entre o primeiro trimestre de 2012 e o terceiro trimestre de 2018, o número de trabalhadores com superior completo cresceu de 13,1 milhões para 19,4 milhões.

Em meio a esse panorama, o especialista ressalta que as pessoas não devem desistir de seguirem com a graduação. Pelo contrário. “O grupo de trabalhadores com maior escolaridade é o que apresenta a menor chance de perder seu emprego. Insista, e, ainda que não saia já empregado da faculdade, opte pela formação continuada”, comenta. E este comportamento do mercado foi comprovado em números pelo Ipea. No segundo trimestre de 2017, apenas 1,9% dos ocupados com ensino superior foram dispensados, resultado este bem melhor que o apresentado pelo grupo dos trabalhadores com ensino médio incompleto, que teve 5,4% dos seus ocupados transitando para o desemprego.

Abaixo, Dornellas oferece seis dicas para que os formados sigam firmes na área que optaram:

Formação continuada

Quando o diploma não é o suficiente para garantir um emprego, a formação continuada é a primeira opção. Pós graduação, MBA, Mestrado... Invista em uma especialização e procure aprimorar suas competências e habilidades.

Não se afaste do mercado

Procure manter seu currículo atualizado participando fisicamente de atividades extras e complementares, como cursos e palestras. Mantenha-se informado sobre congressos e convenções que contemplem a sua área de atuação e serão realizados em sua cidade ou em estados próximos ao seu;

Bom uso da tecnologia pode ser determinante

Com tantas plataformas de Ensino a Distância, também conhecido como EAD, não existem fronteiras para o conhecimento. Após a graduação, procure se matricular em pós-graduações ou cursos online, webnários e outros recursos que podem dar um ‘up’ no seu portfólio. Alguns cursos, a depender da área, podem ser feitos gratuitamente pela internet e você pode conseguir certificados até mesmo internacionais, sem sair de casa.

Acompanhe as novidades do seu segmento

Esteja sempre atento às atualizações do seu setor. É preciso que você esteja atento às demandas do mercado para seguir sua formação continuada na linha em que tiver maior oferta de oportunidades disponíveis.

Engaje-se

Se você está na faculdade, não meça esforços e participe de todas as atividades que puder. O período de absorção de conteúdo e aprendizado é este. Aproveite para cumprir estágios e conhecer as diferentes áreas oferecidas pelo seu curso. Caso tenha passado da graduação, a orientação de engajamento se aplica também as especializações. Participe o máximo que puder de palestras e eventos promovidos pela instituição.

Tenha uma rede de contatos

Não apenas pessoalmente, é importante para sua carreira profissional manter contato com alunos e professores. Faça contatos importantes e, vez ou outra, procure atualizá-los. Mostre-se disponível! Oportunidades de indicação podem surgir desta forma.