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Como está o psiquismo da sua força de trabalho?

Coluna 172

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Nos últimos doze meses, o fantasma da pandemia tornou-se o pano de fundo de nosso dia a dia, promovendo medo e desalento insistentemente. Para piorar, a politização gerou confusão e insegurança quanto ao tratamento e vacinação, únicas esperanças para enfrentar esse desastre natural.

Tragédias e perspectivas tenebrosas tomaram conta dos meios de comunicação formais e de centenas de canais nas redes sociais, que alimentam discórdias e maus sentimentos, denunciando intrigas e conspirações catastróficas, roubando a tranquilidade e a paz das pessoas.

Não bastassem as estatísticas de contaminações, mortes, e desemprego, participamos de uma feroz disputa política que congestiona nossos celulares e canais de televisão vinte e quatro horas por dia, confundindo mais do que informando, dividindo amigos e desestabilizando famílias. Pouco ou nada de bom anunciam.

O excesso de informações sobre todas as mazelas do mundo suscita problemas que não são nossos, e disputas totalmente fora de nosso controle, num verdadeiro terrorismo mental. Temos um enxame de ‘influencer” e “youtubers” que surgem do nada, muitos sem compromisso com a ética ou a verdade, cujos propósitos são obter seguidores e receber ‘likes” sem se importarem com o mal que podem causar.

As novas tecnologias da informação são tidas como ferramentas para controlar nossas vidas e acabar com a nossa liberdade. A Agenda 2020-2030 da ONU é mostrada como um plano de submissão mundial a um governo central e cruel, formado pelas elites financeiras, no qual o extermínio de bilhões de pessoas é preconizado como solução para a sustentabilidade do planeta.

Líderes mundiais são apontados como nossos algozes, e as grandes corporações como a fonte de seu nefasto poder para destruir a iniciativa privada, e a economia mundial. Essas e outras denúncias circulam abertamente como ameaças para o destino da humanidade, e por mais descabidas que sejam, assustam muita gente.

Como se sentem os que trabalham nas grandes corporações? E os que estão mais próximos dos líderes apontados como responsáveis pelas infelicidades do mundo?

As pessoas nunca foram tão impactadas pela quantidade de informações alarmantes e negativas como nestes últimos tempos. Medo por si e por seus familiares, ansiedade, angústia e depressão são bastante evidentes, e não desaparecerão com a vacinação para a Covid-19, nem com o tratamento precoce não validado pela OMS.

Nesse cenário pleno de fantasmas, as criaturas já fragilizadas pelas dificuldades pessoais perdem as esperanças de um futuro melhor, e a motivação para o trabalho produtivo. Como isso influi no psiquismo, e no comportamento de seus funcionários? Avaliem os estragos nos ambientes de trabalho, as desavenças nas equipes, e a infecção do clima organizacional.

Uma boa parte da sociedade está mais necessitada do que nunca de esclarecimentos que limpem os horizontes, de uma catarse e apoio psicológico para completar a travessia para os novos tempos. Queiramos ou não, teremos uma nova “normalidade”, e o RH precisa agir a nível de empresa para preparar os trabalhadores para isso.  

Recomendo a realização de pesquisa para identificar o estado de ânimo, e as causas de stress, para, assim que possível, realizar sessões para esclarecimentos e terapia individual e/ou de grupo, conforme as necessidades detectadas. Recomendo elaborar um plano especial para atender a todas essas necessidades.

Por Vicente Graceffi, consultor em desenvolvimento pessoal e organizacional. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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