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Como Engajar Os Colaboradores Na Cultura Da Empresa Com O Coaching

Coluna 1324

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Em minha experiência como Master Coach à frente do IBC - Instituto Brasileiro de Coaching e cientista do comportamento humano, percebo que as pessoas buscam o Coaching para se tornarem seres humanos melhores e profissionais com resultados extraordinários. No caso das empresas não é diferente. Elas também querem se diferenciar, prosperar e alcançar resultado extraordinários, mas normalmente há um fator, acima de todos, que costuma representar uma trava para que o sucesso exponencial apareça. Chama-se "cultura".

A cultura de uma organização é formada por seus valores e crenças que refletem na forma como estabelece seus relacionamentos e tipos de gestão, bem como tudo aquilo que permeia o seu universo comportamental. Como a cultura é algo enraizado, mudá-la pode ser um processo bastante difícil, porém não impossível. É como se livrar de hábitos de vida que nos acompanham há muito tempo, em que o passo mais complicado está justamente em enxergar os erros e se abrir para as mudanças.

O processo de se desligar de valores e comportamentos para o estabelecimento de uma nova cultura é bastante delicado e precisa do suporte de alguém que consiga enxergar a situação como observador externo. Nesse sentido, os profissionais de Coaching têm muito a oferecer, uma vez que possuem formação específica para avaliar, diagnosticar e apresentar soluções no campo da cultura empresarial.

Para efetivar o processo de mudança, é necessário compreender que a cultura se mantém viva por meio de regras e regulamentos tangíveis e mitos e histórias intangíveis. Por isso, a sua alteração envolve conceitos humanos profundos, capazes de produzir reações emocionais que podem desmotivar os funcionários. Os profissionais do Coaching estão preparados para evitar esse tipo de situação, porque suas estratégias estão sempre focadas na preservação do bem-estar dos colaboradores.

Nessa perspectiva, a mudança ocorre por meio da elaboração de um novo contexto em que as pessoas tenham as atitudes e comportamentos esperados para garantir os resultados necessários. O capital humano deve ser valorizado e a forma como serão impactados por cada processo da reestruturação previamente identificados, de modo a obter uma estratégia que evite um quadro de desmotivação em massa.

Os colaboradores precisam compreender e estarem devidamente informados sobre os objetivos da reestruturação. Esse processo envolve incentivos intangíveis para que as pessoas se identifiquem com os objetivos da empresa. A alteração de estruturas e sistemas formais, como bônus financeiros e outros benefícios, podem até ajudar a alterar comportamentos, mas não são capazes, isoladamente, de promover os objetivos desejados. Somente a conscientização dos funcionários sobre os benefícios a serem verificados a partir da alteração de valores e crenças que os deixará aptos efetivamente para assumir esse compromisso.

Por José Roberto Marques, fundador do Instituto Brasileiro de Coaching - IBC. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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