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Como Deve Ser Implantada A Governança Corporativa Em Uma Gestão Familiar

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Segundo o IBGE, as microempresas brasileiras da atualidade são um negócio majoritariamente familiar – 90% dos casos. Entretanto, embora o conceito de “família” possa soar como uma garantia de segurança para a empresa, fragilidades de gestão costumam acontecer. Embora sejam participativas na economia do país e tenham o registro de mais de 60% dos empregos formais, poucas se mantém ativas por mais de duas gerações. Em artigo, Thomaz Lanz, fundadora da Thomaz Lanz Consultores Associados, empresa especializada em governança corporativa, ressalta que razões como as brigas entre os sócios familiares fazem com que somente 10% desses negócios atinjam a quarta geração.

Para uma empresa se manter competitiva e saudável no mercado, é preciso entender que não há problemas em contar com amigos ou familiares na equipe de trabalho, desde que contas particulares e jurídicas não sejam misturadas. De acordo com Claudio Apolinario (capa), CEO da Akmos, empresa de saúde, nutrição e bem-estar, que passa por uma implementação de processos de governança corporativa, o principal ponto para o desenvolvimento empresarial “é diferenciar gestão familiar de empresa familiar e entender que esse tipo de organização pode adotar práticas de governança que irão proteger e prosperar o negócio”.

Lanz sugere que os negócios desenvolvam Protocolos Familiares. Neles, as famílias determinariam regras para assuntos cruciais, como a resolução de conflitos, a distribuição dos lucros, os critérios que definirão os futuros herdeiros, dentre outras situações, a fim de evitar litígios mais graves.

Transição entre governanças

E quando houver transição entre as governanças? Para que ela seja feita de forma tranquila, é necessário, antes de tudo, planejamento: traçar novas metas, revisitar missão e valores da companhia e até entender aonde se quer chegar. “É preciso criar mecanismos para que o planejamento saia do papel e também para que todos tenham uma visão clara sobre o futuro da empresa”, conta Apolinario.

É importante lembrar que, a partir do momento que o planejamento é determinado, os funcionários devem estar alinhados as novas práticas, valores e processos da companhia. “Se não estivermos todos na mesma página que mostra onde estamos, onde queremos chegar e como faremos para alcançar nossos objetivos, dificilmente sairemos do lugar. Cabe à gestão da empresa explicar e engajar suas equipes garantindo que todos tenham condições de seguir o planejamento”, aponta o CEO da Akmos.

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