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Como Construir Uma Cultura Organizacional Positiva?

Cultura Organizacional

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Jacob Morgan, grande autor, especialista em RH e consultor de grandes companhias nos EUA, diz que o employee experience é construído sob três pilares: Cultura, Tecnologia e Espaço Físico. Eu acredito e compartilho dessa visão. E é justamente por isso que quero aqui dividir com vocês os principais insights do Culture First - conferência anual da Culture Amp, uma das principais plataformas People & Culture do mundo.

O evento ocorreu na última semana de julho, na cidade de São Francisco, na Califórnia, e contou com a presença dos principais líderes de pensamento de RH para discutir como a cultura do local de trabalho pode ajudar empresas a moldarem o futuro. A cultura esteve em debates importantes sobre Diversidade, Inclusão, Novas Tendências em Experiência do Funcionário e Engajamento e Desempenho conduzidos por keynotes speakers muito inspiracionais. 

Destaco aqui alguns deles: Josh Bersin, founder da Bersin and Associates e atuante dentro do ecossistema da Deloitte; Pamela Abalu e Chinedu Echeruo, co-founders da Love and Magic Company; Didier Elzinga, CEO e co-founder da Culture Amp; Srinivas Krishnamurti, diretor de produtos e performance na Culture Amp; e Simon Sinek, criador do círculo dourado, consultor e exemplo de motivação e inovação na forma como as empresas devem se relacionar com as pessoas.

Entre os pensamentos que mais impactaram o público está o apresentado por Didier Elzinga, co-founder e CEO da CultureAmp, que diz que o universo da cultura organizacional se separa em 3 grupos diferentes. O primeiro é o das pessoas que acreditam em “Culture First” como um conceito, em que a cultura vem literalmente primeiro e todos são responsáveis por defini-la. Para elas, não se pode esperar que as coisas aconteçam. É essencial ir lá e fazer com que as coisas sejam como acreditam que devem ser, assumindo-as um reflexo da maneira como as pessoas se relacionam e trabalham juntas. 

O segundo grupo é o “People Geek Answer”, que se refere a uma comunidade colaborativa onde as pessoas podem trocar informações para resolver os mesmos problemas e assim constroem uma trilha de cultura. E o terceiro traz à tona a diversidade e a inclusão, em que o mantra é propor inspiração para gerar ação.

Depois de três dias de evento, minha reflexão é que não existe uma resposta certa ou uma forma correta de fazer algo e, da mesma forma, não existem culturas iguais. O grande lance é saber reconhecer o que mobiliza as pessoas de uma organização e colocar energia e intenção onde realmente importa. 

Por outro lado, quando a pauta é cultura, há dois valores que, eu como CEO, respeito muito e considero vitais para que ela flua com equilíbrio e sabedoria: a confiança e o respeito. Eu não vou na equipe de programadores opinar em como eles estão estruturando os códigos dos produtos que desenvolvemos. Sei que eles são melhores do que eu e capazes de definir isso. Confio neles. O meu papel é de sponsor para direcionar estrategicamente. A partir daí é com o time. Tenho essa expectativa e, muitas vezes, me vejo frustrado, questionado e contrariado por pessoas que não entenderam a “big picture” e a visão de longo prazo. Mas, é vida que segue. Penso que o importante é seguirmos sempre em frente com os valores que nos definem e definem a empresa pela qual batalhamos todos os dias para que seja um sucesso. 

Encerro ressaltando uma prática do Didier Elzinga que me chamou atenção: mindfulness. Ele disse ter o compromisso diário de 1 hora para ele mesmo, sem celular, sem e-mail, sem mensagens. De manhã, a primeira hora do dia, é para ele se conectar com ele mesmo. Afinal, você acaba se tornando aquilo que presta atenção. 

Por Cesar Rossi, CEO e co-founder do grupo BWG – um dos principais players do mercado nacional de RH e Comunicação Corporativa no segmento de tecnologia aplicada a gestão de pessoas.

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