Quando o site Transempregos, projeto de empregabilidade para pessoas transgêneras no Brasil, foi criado, há cinco anos, haviam duzentos currículos cadastrados no banco de dados. Atualmente, já são cerca de dois mil profissionais a procura de uma colocação no mercado de trabalho.

Para a advogada Márcia Rocha, uma das fundadoras da iniciativa, muitos deles ainda não fizeram a transição de gênero, pois, antes, querem ter a segurança de estarem empregados em um lugar que os aceitem. Uma pesquisa do instituto Center for Talent Inovation, que entrevistou 12.200 profissionais ao redor do mundo, descobriu que 61% dos LGBTs brasileiros ouvidos escondem seu gênero ou sua sexualidade no trabalho.

De acordo com a advogada, apesar de ainda existir resistência, percebe-se uma mudança significativa nos últimos anos, principalmente a partir de 2013. “Tem um efeito muito positivo não apenas para as pessoas trans, mas para as outras também. A sexualidade humana é múltipla. Quando o tema é aceitação de uma pessoa trans, toda a sociedade se sente mais livre também”, afirma.

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