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Capacitar profissionais para uso da tecnologia é ação crescente nas organizações

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Uma pesquisa realizada pela Thomson Reuters, provedora líder mundial de informação e tecnologia, em parceria com a Live University, ouviu mais de 300 profissionais em posição de liderança e especialistas para mapear o que eles esperam e o que os preocupam na adoção de novas tecnologias dentro do ambiente corporativo.

90% dos respondentes dizem que a adoção de tecnologias inovadoras – como o Blockchain, a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas (Internet of Things) – é extremamente positiva. Não à toa, 80% acreditam que sem os recursos tecnológicos mais avançados, daqui a três anos não será mais possível se manter competitivo no mercado.

Apesar de reconhecerem a importância e o potencial das ferramentas digitais, somente 17% dos entrevistados crêem que seus profissionais estão prontos para utilizá-las. Por conta disso, inclusive, 63% estão investindo na capacitação de seus colaboradores para que atendam a nova realidade mercadológica.

"A tecnologia trará novas funções e modificará a atuação e os processos atuais. Segundo a análise dos especialistas, a tecnologia tende a ajudar a reduzir tempo com processos, aumentando a produtividade e ajudando aos profissionais a direcionarem seu tempo às atividades mais estratégicas", afirma Santiago Ayerza, Managing Director para o segmento Corporativo da Thomson Reuters América Latina.

Outro ponto que chama a atenção no estudo diz respeito ao perfil de profissional que estes líderes pretendem atrair. Entre um profissional com largo currículo na área de atuação, porém com pouco domínio de tecnologias, e outro candidato na situação contrária, 63% dos entrevistados apontaram preferência pelo profissional com pouco tempo de experiência na área, mas com grande domínio das tecnologias atuais.

Sobre a incorporação de tecnologias modernas para dentro das empresas, 40% dos respondentes já as utilizam de forma plena ou usam em algumas áreas e pretendem ampliar a adoção. 15% não contam com as novas tecnologias, mas têm planos a curto prazo para implantá-las. Somente 3% não as usam e tampouco pretendem.

Dentre os entrevistados, 25% afirmam que o foco está na redução de custos operacionais alcançada a partir do momento em que se implanta novas tecnologias. Como pontos de atenção antes da implementação, 21,5% apontaram a questão do custo de aquisição e de manutenção, outros 21,3% destacaram o nível de dificuldade de implantação como algo que pode fazer com que se decida ou não pela adoção destas inovações.

"Grande parte dos decisores têm alta expectativa quanto ao uso de novas ferramentas disponíveis do mercado, como facilitadores do crescimento da empresa e do desenvolvimento do trabalho no dia a dia. Apesar disso, encontramos ainda algumas barreiras quanto aos investimentos por parte das empresas, mesmo com os decisores levantando a bandeira de que, sem adaptação, não será possível a empresa se manter competitiva", aponta Santiago.

Quando questionados em relação as tecnologias mais ‘atraentes’, a mais escolhida foi a Internet das Coisas (31,3%), seguida pelo Blockchain (30,9%), Data Science (29,8%) e Inteligência Artificial (29,2%). Um ponto curioso é a pouca lembrança das criptomoedas (apenas 1,9%). Dentre os principais motivos para adotar uma destas inovações, as razões mais apontadas foram o aumento da eficiência do trabalho (27%), a melhoraria da governança e compliance (20%), a padronização de processos (19%), redução do risco de fraudes (18%) e aumento da competitividade (15%).

Sobre o futuro do trabalho e a relação deste com as novas tecnologias, 83% dos entrevistados acreditam que, graças a estas inovações, surgirão novas funções nas áreas em que atuam; 97% acreditam que elas irão otimizar ou no mínimo modificar a maneira de se trabalhar; 42% buscarão aumentar os investimentos na área de tecnologia e outros 34% pretendem manter os recursos atuais.

"O bloco composto por IoT, Blockchain, Data Science, A.I e Machine Learning é a grande mudança de funções e transformação dos empregos nos próximos anos. Com a maior parte dos decisores otimistas quanto ao cenário mundial, e confiantes que o cenário brasileiro pode melhorar a partir de 2019, um cenário propício para implementação de novas tecnologias vai, aos poucos, se delineando", analisa Alex Leite Diretor Educacional da Live University Confeb.

Participaram da pesquisa profissionais de empresas de todos os tamanhos (64% com atuação em comércio exterior e 28% com faturamento acima de R$ 1 bilhão).