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Automação De Processos Viabiliza Atuação Estratégica Do Rh

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As transformações no mundo corporativo demandam uma atuação cada vez mais estratégica dos Recursos Humanos. No entanto, a ineficiência observada nos processos administrativos tradicionais persiste em figurar como o grande entrave para que a área possa elevar o patamar de suas entregas e agregar mais valor no suporte aos objetivos de crescimento das empresas e aos novos modelos de negócios.

Face ao desafio de conferir agilidade, assertividade e integração às tarefas que envolvem gestão de documentos fundamentais à gestão de pessoas, a automação e a digitalização prevalecem como o facilitador para eliminar gastos de tempo com execuções manuais e reverter as horas economizadas de gestores e equipes para o desenvolvimento de funções com foco na inteligência do RH.

Essa foi uma das principais percepções evidenciadas pela pesquisa “What’s Hindering HR’s Success in 2019”, realizada pela Access em parceria com o HR Research Institute, com colaboração do portal HR.com. Foram ouvidos 338 profissionais de RH de organizações de médio e grande porte dos mais diversos segmentos, nos Estados Unidos e outros países.

Processos manuais ineficientes no foco de melhorias

De acordo com o levantamento, dois terços dos entrevistados (63%) concordam que já existe uma forte conscientização em relação ao alinhamento da área de RH com a meta organizacional que consideram a mais importante para o ano de 2019:  a melhoria da produtividade e da eficiência.

No entanto, um igual percentual de participantes (63%) afirmou que a falta de automação – em substituição a processos manuais, que envolvem muita “papelada” – os impedem de atuar ainda mais em linha com essas diretrizes corporativas, enquanto 45% deles destacaram a baixa integração tecnológica dos núcleos de RH como outro impeditivo a ganhos objetivados pelas áreas. Para 59% dos profissionais, o grande volume de processos manuais ineficientes é visto como a maior barreira para o desenvolvimento de iniciativas mais estratégicas da área.

Automação: mais tempo para o RH estratégico

Quando o foco é o total de horas consumidas pelas tarefas de back-office, que poderiam ser aprimoradas e agilizadas por meio da adoção de soluções tecnológicas, predominam como o ponto fraco da área responsável por inviabilizar oportunidades de otimização. A pesquisa da Access e do HR.com confirma que esta é uma frente de melhoria que muitos entrevistados gostariam de ver avançar no RH. 

Segundo 71% dos profissionais consideram que 40% ou mais do tempo total do RH é dedicado a demandas puramente administrativas. Metade dos participantes estimou que ao menos 41% de suas horas individuais são gastas com demandas back-office. O índice sobe para 64% entre os entrevistados que concordam que as demandas administrativas podem ser desmotivadoras, e salta para 82% aqueles que acreditam que o tempo perdido nessas funções poderia ser mais bem aproveitado em outro processo.

O levantamento também solicitou aos entrevistados que selecionassem até quatro entre oito opções de iniciativas, previamente apresentadas, que avaliam como essenciais para alavancar a performance do RH. No “Top 4” das respostas, a automação de processos de RH liderou com 55%, seguida por: melhoria do processo de recrutamento (54%); avanço das ações de treinamento e desenvolvimento e do fortalecimento do processo de integração, empatados (51%); e pelo avanço de métricas, analytics e relatórios avançados de RH (50%).

Tais indicadores não surpreendem e reforçam a resposta já conhecida pelo RH para a superação de seus desafios de ganhar mais eficiência e se tornar mais estratégico. É na tecnologia que lideranças e profissionais da área já identificam oportunidade de otimizar e de se reinventar. Nesse contexto, quanto antes adotarem soluções automatizadas de integração e digitalização – aplicadas principalmente para reduzir as horas consumidas com tarefas manuais e organização da “papelada” – mais tempo terão para recuperar o atraso com uma evolução que consolide o RH na vanguarda das transformações de suas organizações.

Por Juliana Ferreira, diretora de RH da Access

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