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As Principais Atitudes E Comportamentos Para Uma Liderança De Sucesso

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É certo que um líder não nasce pronto. Além de todos os conhecimentos adquiridos na academia e nos cursos de desenvolvimento pessoal, o tempo e a experiência são os principais geradores da consistência e da qualidade das suas decisões e posicionamentos diante das mais variadas frentes a que é submetido e nas diversas relações com clientes internos e externos. O tempo, por si só, além da maturidade, não propicia o desenvolvimento de atitudes e comportamentos, aceitos e esperados, de um líder na atualidade. Não existe, tampouco, um padrão de conduta e atitudes estabelecido, mesmo porque somos diferentes no nosso jeito de entender, processar e expressar nossa percepção das informações.

Há, no entanto, diante de um cenário de transformações estimuladas, principalmente, pela tecnologia, novos conceitos e práticas na estrutura macroeconômica e política do nosso país e do mundo, o que faz com que certos comportamentos e atitudes sejam mais bem aceitos que outros quando partem de um líder. Tenho pesquisado e observado algumas dessas atitudes e comportamentos do profissional do futuro que, no meu entender, se aplicam aos líderes de hoje e de amanhã. Algumas delas:

Ter habilidade em comunicação – Não há como um líder não se comunicar adequadamente em todos os contextos da sua atuação, como por exemplo, em situações de negociações, vendas, atendimento ao cliente, no relacionamento com a sua equipe, quando precisa motivar, inspirar e estimular seus colaboradores, para que, assim, possa obter os melhores resultados. Da mesma forma, em situações diversas como apresentações, representar a empresa junto à mídia e à sociedade, conceder entrevistas, congressos, seminários, premiações, realização de palestras nacional e, em muitos casos, internacionalmente.

Possuir espírito de equipe – Sentindo-se parte integrante de um time, ajudando aos outros, colocando-se com humildade à disposição, mostrando com exemplos a execução de um trabalho bem feito, sendo inspiração e modelo para seus liderados.

Saber decidir – Tomar decisões rápidas e certas talvez seja um dos principais desafios de um líder. Se for precipitado, passa a ser considerado impulsivo e nem sempre toma as melhores decisões; se demorar demais, estudando todas as variáveis, pode perder o timing, correndo o risco de deixar as oportunidades passarem. Ter bom senso, assumir riscos, ter boa intuição e ouvir especialistas, pode ajudar. No entanto, é fundamental ter segurança para fazer julgamentos apropriados e tomar decisões, afinal, essa é uma das principais atribuições de um líder. 

Saber lidar com as pessoas – Saber lidar com as próprias emoções e com as emoções dos outros exige paciência, discernimento, bom senso, amorosidade, compreensão e, acima de tudo, gostar de gente. Mais do que nunca, saber lidar com a diversidade e respeitar as diferenças, conseguindo, acima de tudo, estimular o melhor de cada um, em prol de um resultado mais efetivo para o trabalho da equipe, é contingencial para um líder.

“Lifelong learning” – Este é um conceito recente, que vem ganhando força e significa “aprender por toda a vida”, ou seja, não há como parar e se parar haverá retrocesso, pois o pulsar do mundo é de evolução contínua, o que exige que o nosso aprendizado também o seja. Estarmos continuamente aprendendo nos conserva sempre atualizados, competitivos e reforça nossa empregabilidade, independentemente de idade.

Ser criativo – Apesar de não ser novidade, a criatividade sempre foi um dos pré-requisitos de um bom líder. No entanto, diante do mundo que vivemos hoje, denominado V.U.C.A. - Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo -, a criatividade ganha relevância. Ela é o caminho para se encontrar soluções para novos desafios e problemas, gerados pelas próprias circunstâncias que vivemos, como por exemplo, o convívio com mais de uma geração no mesmo ambiente, o avanço vertiginoso da Inteligência Artificial, a presença progressiva das mulheres em posição de liderança, produtos que ficam obsoletos rapidamente, exigindo a necessidade urgente de adaptações, e reformulações substanciais diante de novas realidades.

Ser proativo – Uma atitude importante para um líder atual e do futuro, que significa antecipar-se às necessidades e tendências, ao invés de corrigir o que foi feito por engano. Agir antes de ser cobrado, tomar a iniciativa, fazer mais do que o esperado em uma descrição de cargos. É chegar na frente e surpreender, fazendo a diferença e tornando-se  imprescindível.

Ter discernimento – Talvez essa seja uma das principais habilidades, que não se aprende na escola tradicional, mas na escola da vida. Pode ser interpretada como malícia, astúcia, intuição, ponderação, visão estratégica, boa leitura de sinais e tendências, saber desaprender antigas certezas, dando espaço a novos conhecimentos, que se encaixem melhor em novas e inusitadas realidades.

Autoliderança – Deixei este item para o final por uma razão, óbvia, no meu modo de pensar. Como vou lidar com os outros, se não sei como lidar comigo mesmo? Liderança não é mais o antigo procedimento de mandar fazer, acompanhar o desenvolvimento e cobrar resultados. A liderança de hoje e do futuro precisa estar pronta para exercitar a empatia. Dessa forma, como podemos esperar que pessoas desequilibradas, seja emocionalmente, financeiramente, espiritualmente ou, ainda, em defasagem ao que se refere ao seu segmento de atuação, possa cobrar algo de sua equipe? Vivemos uma nova e turbulenta realidade, na qual é preciso que nos atualizemos sempre e nos antecipemos às inúmeras possibilidades que o futuro nos reserva. Essa incerteza é fascinante para alguns e assustadora para outros tantos, acostumados a padrões rígidos e previsíveis, em especial no tocante ao mundo dos negócios, das carreiras e do emprego.

Por Reinaldo Passadori, Mentor, fundador e CEO do Instituto Passadori. é um dos colunista do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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