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As Novas Formas De Trabalho E O Que Esperar Da Função De Rh?

Coluna 1327

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Temos assistido a uma profusão de mudanças e transformações nas empresas, decorrentes da revolução digital que acontece em escala global. Qual o impacto disso tudo nas relações de trabalho e na gestão de pessoas?

Quase que diariamente, os noticiários informam que o emprego formal vem perdendo cada vez mais relevância, enquanto que novos modelos de organização e de negócios avançam firmes, baseados no uso da tecnologia aplicada e, em sistemas de gestão mais ágeis e que operam em formato de redes de colaboração.

Já é sabido que muitas funções atualmente exercidas nas empresas já estão sendo questionadas e, substituídas pela robótica e/ou pelo uso da inteligência artificial, por razões de produtividade e economia, como é o caso de posições de atendimento em Call Centers. Atividades bancárias, por exemplo, são outro alvo para o uso da inteligência artificial e robótica em curto espaço de tempo.

No caso da sociedade japonesa, a convivência entre a força humana de trabalho e o uso de robôs, combinado com a inteligência artificial, é um exemplo bem contundente do que podemos esperar num futuro bem próximo sobre novos arranjos organizacionais. Dado envelhecimento da força de trabalho do Japão, o uso da robótica é visto como estratético para que o país consiga contornar esse enorme desafio social e econômico. Lá, o uso de robôs tem se ampliado para escolas, hospitais, serviços domiciliares de enfermagem, aeroportos, estações de trens e, até templos religiosos.

No caso brasileiro, tendo em vista a maioria dos postos de trabalho nas empresas mais tradicionais ser de natureza repetitiva e operacional, o uso da robótica, combinado com a inteligência artificial é apenas uma questão de tempo a substituir um expressivo contingente mão de obra de baixa qualificação. A lógica de produtividade e de competitividade é inexorável e vai requerer, por parte das autoridades, pondero, a necessidade da criação de padrões mínimos de seguridade social. Tenho visto alguns discursos ufanistas a respeito mas, geração de empregos e oportunidades de renda só acontecem quando a economia se desenvolve. Não se resolve algo desta magnitude apenas com bravatas.

Por outro lado, novas e modernas organizações constituídas sob modelos agile e, a partir do uso de tecnologia aplicada, necessitam de pessoas bem capacitadas e com diferenciais de formação e experiência, que tornam a disputa por talentos no mercado, ainda mais acirrada, em que pese o atual nível de desemprego de 13 milhões de brasileiros.

A revolução tecnológica tem proporcionado muita incerteza para milhares de pessoas, uma verdadeira quebra de paradigmas e um ponto de inflexão sobre a forma como vivemos em sociedade.  A função de RH está diante do seu maior desafio, de ajudar nesta transição para a digitalização do trabalho e suas novas nuances organizacionais, econômicas e sociais.

Por Américo Figueiredo, Conselheiro Consultivo, Professor Educação Executiva em Gestão de Pessoas, Governança e Organizações, Mentor de Carreira. É um dos colunistas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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