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Ansiedade Não Combina Com Trabalho

CULTURA 854

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Num mundo com excesso de estímulos, a ansiedade, como um sentimento constante ou até transtorno, tem tornado-se cada vez mais comum. Some a alta competitividade e as grandes demandas do mundo corporativo a esse contexto e é fácil de entender como muitos profissionais têm de lidar com a ansiedade diariamente.

No Brasil, a situação parece ser ainda mais alarmante. Segundo um relatório da OMS, o país aparece no topo do ranking de pessoas afetadas por transtornos de ansiedade, com 9,3% dos
brasileiros, ou mais de 18 milhões de pessoas, tendo que lidar com quadros ansiosos. O relatório também coloca o país entre os que mais sofrem com depressão.

Uma vida com ansiedade não apenas afeta negativamente o desempenho de um determinado
colaborador, como também compromete sua saúde emocional. Entre os já conhecidos Transtorno obsessivo-compulsivo, Transtorno do pânico e outros, como o de ansiedade generalizada (TAG), os indivíduos que sofrem dessas condições veem sua qualidade de vida se deteriorar aos poucos, podendo afetar, inclusive, a vida das pessoas ao seu redor.

A ansiedade, portanto, possui um efeito nocivo no ambiente de trabalho. Uma pessoa ansiosa pode facilmente exportar suas inquietações para outra, iniciando um processo contagioso que desgasta o estado emocional das equipes, reduzindo qualidade e agilidade das entregas.

Contudo, as empresas brasileiras parecem ainda não valorizar o suficiente a gestão de capital humano, com foco em bem-estar e produtividade. Segundo publicação da McKinsey & Company, somente 35% das empresas no Brasil colocam seus talentos à frente de preocupações financeiras. Não somente, são poucas as corporações que fazem acompanhamentos trimestrais de seus colaboradores - e, quando o fazem, se valem de métodos demasiadamente tradicionais.

Logo, para um ambiente de trabalho mais saudável, que opera de maneira fluida e produtiva, é
preciso evitar que surjam focos de ansiedade, a partir de investimento em capital humano e preocupação genuína com a saúde emocional dos colaboradores. Esse objetivo pode ser
alcançado com melhor estruturação do RH, bem como com o apoio de outros especialistas da
área de psicologia. Dessa maneira, sua equipe certamente verá um aumento de bem-estar, o
que refletirá positivamente nas entregas dos colaboradores.

 

  Rui Duarte Brandão, CEO Zenklub  

 

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