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Ano Novo Começa Com O Brasileiro Confiante Na Economia Do País

FINANÇAS

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Mais de 65% dos brasileiros acreditam que o cenário econômico do país irá melhorar com o governo de Jair Bolsonaro, de acordo com pesquisa recente do Datafolha. Este é o melhor índice apurado desde 1997. No levantamento anterior realizado pelo mesmo instituto, o número de confiantes em uma retomada econômica era bem menos expressivo, 23%.

Com mais de 25 anos de experiência na américa, Carlo Barbieri, economista e analista político, que dirige o Oxford Group – Instituto responsável pela internacionalização de empresas do Brasil para os EUA –, projeta que o novo ano será de novos ares e oportunidades para o Brasil, principalmente no mercado externo.

Prioridade é comercial

Para o economista, uma nova lógica deve pautar a economia brasileira para alcançar números melhores que os atuais. "Esperamos que o novo governo priorize as relações comerciais, tirando do primeiro plano as relações ideológicas hipervalorizadas no governo anterior. E, com esta visão macroeconômica e política, seguramente vamos ter assim um novo fluxo não apenas de abertura comercial, mas principalmente de investimentos".

Com esta nova relação comercial, e após a aplicação de um projeto econômico mais abrangente e facilitador, Carlo Barbieri acredita que o Brasil também passará a ser mais atrativo para investimentos de empresas americanas, inclusive.

Em novembro, antes de assumir o posto de presidente, Bolsonaro comemorou nas redes sociais que grandes empresas já anunciaram a intenção de investir no país após a posse. "Após as eleições, grandes empresas já anunciaram milhões em investimentos no Brasil nos próximos anos. É só o começo! Comércio com o mundo todo sem viés ideológico + Redução de impostos + Desburocratização = Mais confiança, mais investimentos e mais empregos", escreveu o presidente eleito.

"Aqui nos Estados Unidos, por exemplo, a política tributária do presidente americano Donald Trump reduziu o Imposto de Renda (IR) das empresas de 35% para 21%. No Brasil, a alíquota se mantém em 34% – a mais alta entre os países do G-20 e do Brics.Se a equipe econômica de Bolsonaro conseguir realizar uma reforma tributária e aplicar medidas mais favoráveis ao comércio certamente teremos um mercado mais atrativo no Brasil", pondera Barbieri.

Relação Brasil - EUA

"Estamos vivendo um dos momentos mais auspiciosos para a relação entre Brasil e Estados Unidos, em especial na área da economia. Pela primeira vez em décadas devemos ter duas gestões presidenciais com discernimento sobre o potencial do livre comércio entre os países. É uma chance única do Brasil empreender mudanças e tirar proveito dessa relação", afirma Barbieri.

Segundo o economista, a consultoria Oxford Group acompanha as movimentações do mercado para auxiliar empresários brasileiros que desejam abrir negócios e investir nos Estados Unidos. "Detectamos em nosso escritório em 2018 um percentual de mais de 60% no número de pedidos de internacionalização de empresas para os EUA. A briga comercial de Trump com a China já favorece o Brasil. Espera-se que o novo governo brasileiro siga uma tendência mais aberta ao comércio".

Menos burocracia = mais empresas internacionalizadas

Para abrir uma empresa no Brasil são no mínimo dois meses. Até conseguir toda documentação, que inclui alvará de funcionamento e licenças, o prazo pode alcançar até nove meses. Segundo o economista este é um grande entrave para que o mercado brasileiro atraia empresas internacionais. Nos EUA, por exemplo, é possível abrir uma empresa em no máximo 1 semana.

"Sem diminuir a burocracia não teremos uma grande mudança dessa sensação global de que o Brasil é um mercado excelente, mas muito difícil de operar. Temos, com este novo governo no Brasil, uma chance de rever estes paradigmas e mudar esta realidade a favor do país", pondera Barbieri.

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