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Além Dos Blocos Coloridos: O Lúdico No Desenvolvimento De Soluções Empresariais

Coluna

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Certamente você tem familiaridade com o termo Lego Serious Play (LSP) que em português significa “brincando sério de LEGO”. Mas, a verdade é que de brincadeira a metodologia só tem o nome. A iniciativa está presente no ambiente corporativo há oito anos com o objetivo de desenvolver estratégias mercadológicas, solucionar desafios organizacionais e cultivar a cultura do pensamento lúdico. Afinal, o produto é uma peça genérica que possibilita construções limitadas apenas à imaginação de quem o usa.

Na prática, o LSP acontece por meio da criação de metáforas das identidades da organização em que os colaboradores narram às experiências de trabalho. O procedimento é baseado no pensamento de “aprender com as mãos na massa” e é capaz de gerar um aumento de empatia, espírito de equipe e compartilhamento de informações. Entre as marcas que já implementaram a dinâmica nas áreas de Recursos Humanos estão Disney, Microsoft e Sony.

Quando se trata dos pilares que formam a metodologia aparecem os elementos de construção, jogo e imaginação. Neste cenário, ao longo da dinâmica são observados os seguintes traços dos participantes: disposição para errar de maneira precoce e com frequência, saber reconhecer quando os custos estão acima dos benefícios, identificar os ganhadores e perdedores em um cenário de inovação, construir uma estratégia que envolva todas as esferas da empresa (clientes, colaboradores e parceiros) e simular experiências do cliente.

O diferencial do procedimento em si está na igualdade entre os participantes e a versatilidade. Em vez de usar meios bidimensionais como desenhos, ele funciona de forma igualitária em modelos tridimensionais porque todos conseguem construir, até mesmo quem nunca entrou em contato com o Lego. Além deste benefício, as peças têm um vasto número de combinações, o que permite expressar diversos pensamentos.

A metodologia é feita em quatro etapas. A primeira é a inserção da pergunta. Ou seja, é o momento de apresentar o problema. É necessária uma descrição clara e concisa do cenário a ser solucionado para que a resolução venha de uma maneira intuitiva por meio dos participantes. Em seguida, o contato com as peças de LEGO começa. Os colaboradores precisam construir um modelo baseado em experiências internas a fim de trazer uma solução ao desafio. A meta é formar uma história cheia de valores e significados que geram uma troca de conhecimentos.

A partir das informações em mãos e não apenas na mente, é hora de compartilhar. Os enredos criados são contados para todo o grupo em voz alta enquanto os demais participantes começam a desenvolver outros insights e a incrementar o processo de narração do colega. Questionamentos também são válidos e enriquecem o discurso com novas ideias. Por fim, incentiva-se a reflexão sobre os assuntos ouvidos, ditos e compartilhados.

É válido ressaltar a importância de escolher um facilitador certificado na metodologia para garantir o alcance de bons resultados. Hoje em dia a LEGO Company não promove formações para exercer a dinâmica, mas, a companhia produz e vende quatro conjuntos de tijolos feitos especialmente para a finalidade. A empresa também divulga diretrizes a serem cumpridas enquanto que a formação fica por conta da The Association of Master Trainners. A associação administrada por dois ex colaboradores da LEGO tem licença regulamentada para treinar e certificar os interessados nessa forma de criar soluções. O certificado conquistado é reconhecido em âmbito global. No caso do Brasil, há apenas 55 facilitadores certificados até o momento

Dê uma chance para o lado lúdico desde que com responsabilidade!

Por Flora Alves, CLO da SG Aprendizagem Corporativa. É uma das colunistas do RH Pra Você.

O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação

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