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Agência investe na periferia e faz da inclusão sua base para crescer

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Ao mesmo tempo que a diversidade se tornou negócio e as empresas vendem uma imagem ativista para ganhar força com o público, ainda é longo o caminho a ser percorrido para que as organizações sejam efetivamente inclusivas (e realmente interessadas em levantar essa bandeira). Por conta disso, diversos talentos precisam se provar ainda mais para o mercado, já que nem força de vontade e nem mesmo boas qualificações os colocam em igualdade de condições na busca por oportunidades.

Em prol de abrir as portas para profissionais com grande potencial a ser lapidado, mas ainda marginalizados por boa parte do universo corporativo, a agência publicitária Bullet, em parceria com a empresária Monique Evelle, deu o pontapé inicial na Responsa, empresa de publicidade e marketing que nasceu em 2019 e é voltada a contratar, qualificar e também a ser um ponto de partida para jovens da periferia (novos centros urbanos) darem os seus primeiros passos no mercado de trabalho. O negócio social (é importante enfatizar que a Responsa não é uma ONG) é guiado pela diversidade e pela inclusão. 

Uma das idealizadoras, Monique foi listada, no último ano, como uma das maiores influenciadoras negras das redes sociais, além de ser destacada pelo LinkedIn como uma das brasileiras mais ativas na promoção de diálogos, debates, reflexões e conexões a favor de causas sociais. 

Natural da Bahia, a empresária já sentiu na pele o preconceito corporativo, e desde cedo traçou um caminho de luta em defesa das minorias. Aos 16 anos, Monique fundou a Desabafo Social, que surgiu como organização com foco em Educação e Direitos Humanos e, depois de ganhar o Brasil, se transformou em projeto editorial com imersão em temas que impactam o comportamento e as relações humanas.

De acordo com ela, o mercado começou a se atentar mais à diversidade em 2017, com o fortalecimento da discussão de equidade de gênero nas empresas. Entretanto, as marcas, na necessidade de construir uma imagem inclusiva, passaram a tratar o diverso como “unidade”. “As empresas começaram a contratar uma ou duas mulheres a mais, um negro, e já se sentiam diversas. Mas a diversidade não está ali. É contratado um número muito pequeno desses públicos em relação à demanda do mercado. São apenas unidades que não representam nenhuma proporção dentro do negócio”, diz.

Em meio ao contexto atual e à dificuldade das marcas em lidar com o público dos novos centros urbanos, a Responsa surgiu com a proposta de ser um ambiente de preparação e desenvolvimento para os profissionais vindos da periferia. “Chegamos à conclusão de que estava sendo pouco viável somente prestar o trabalho de consultoria. Era preciso fazer algo diferente e do zero, sendo esse também um caminho para não colocar profissionais negros, iniciantes, em ambientes mais hostis. Contratar é fácil, mas preparar o ambiente para receber essas pessoas e entender que cada profissional tem sua subjetividade, não é. E o quanto isso pode influenciar em aspectos como a saúde mental é um cenário que muitos CEOs não conseguem entender. Foi por isso que decidimos criar uma agência de publicidade dedicada às periferias, na qual recebemos uma significativa demanda de candidatos negros”, explica.

Segundo dados do Grupo de Planejamento, 73% das companhias ainda não contam com políticas de inclusão. A Responsa assume seu papel como um negócio cultural e autossustentável que conversa com mais da metade da população brasileira que hoje não se vê representada na comunicação. “A Responsa quer mostrar o potencial dos novos centros urbanos, dar visibilidade às pessoas das comunidades, que não têm acesso às agências tradicionais, e criar projetos  com profissionais que conhecem a realidade local”, destaca a influenciadora digital.

Para saber mais a respeito do trabalho de inclusão da agência Responsa, acesse https://br.linkedin.com/company/aresponsa. E não deixe de conhecer também sobre o trabalho social da Monique Evelle e desvendar o porquê dela ser uma das maiores influenciadores brasileiras.