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Acolhimento social na crise e sempre!

Coluna 796

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As empresas tem destacado entre as práticas para minimizar os efeito da crise gerada pelo COVID 19 junto aos seus colaboradores, o Acolhimento Social, praticado pelos profissionais de RH.

Acolhimento    

É a maneira de receber ou de ser recebido. Hoje temos no onboarding a oportunidade de demonstrar o acolhimento como uma deferência expressa pela empresa no momento de entrada e que sabemos, repercutirá durante a sua permanência. “A primeira impressão”.

Social

Tido por alguns como relacionado a problema, na verdade o social é o resultado das interações que acontecem em todos os espaços de convivência. Basta haver mais de um ser humano para haver interação por meio dos mais diversos canais de comunicação e daí temos os resultados, os produtos dessas interações, que necessariamente não são problemas. Tais resultados dependem das bases em que as interações acontecem; das condicionantes externas e internas a essas pessoas. O Social a que nos referimos é o resultado das interações das quais o ser humano não abre mão, pois “o homem é um animal social” (Aristóteles).

O contrário dessa necessidade de interações é o isolamento social, voluntário ou não, mas diferente do que estamos realizando agora, como garantia para a nossa sobrevivência. Assim, imaginemos a que potência podemos elevar essa necessidade de convívio e interação e quais as suas consequências quando não atendidas.

Acolhimento Social

Acolhimento Social é parte do processo de intervenção dos assistentes sociais, compreendendo três elementos em interação constante:  a escuta, a troca de informações e o conhecimento da situação em que o usuário se encontra (CFESS Conselho Federal de Serviço Social).

Acolhimento social nas organizações sociais

Nas organizações empresariais o assistente social não realiza esse trabalho sozinho, pois não é suficiente para atender a  demanda,  principalmente em situações críticas como a que enfrentamos atualmente, e que permanecerá não sabemos por quanto tempo. Sabemos que findará, mas não sabemos quando. Por isto, é vital agir com agilidade, preparando as lideranças para a ação nos três elementos citados: escuta, troca de informações e conhecimento da situação.

LIDERANÇAS PREPARADAS PARA A ESCUTA. É O QUE PRECISAMOS

1) Escuta livre de filtros limitadores, sem preconceitos

São pré-requisitos para a escuta, a confiança estabelecida, conquistada em um tempo razoável de convivência, olho no olho, decorrente de ações simples, tais como ser chamado pelo nome, ter situações pessoais reconhecidas como importantes para todos, sentIr-se uma pessoa de valor. Escutar é estar consciente do que está ouvindo.

Ambiente acolhedor construído no Cotidiano

Escuta verdadeira pressupõe também empatia. Concordamos com Scott Cook, que diz: "Empatizar não é simplesmente calçar o sapato dos outros. Primeiro, temos que tirar os nossos próprios sapatos".

2) Troca de informação

Precisamos estabelecer uma rotina de cuidado verdadeiro, na percepção do colaborador, ou seja: ser constante, o que acontece quando a comunicação é direta e franca, sem intermediação entre líderes e liderados e não apenas em situações críticas.

“Nunca pensei que a minha equipe fosse ter soluções tão criativas para essas situações críticas”.

Se voce já ouviu essa frase ela pode ser decorrente de uma caminhada sem convívio com a análise contingencial. Por vezes ao subvalorizar a contribuição do outro perdemos oportunidades que jamais se repetirão, pois as pessoas que são subvalorizadas acabam acreditando que não tem nada a contribuir e a duvidar de seu valor.

Simular contingências e pedir opinião, exercita a equipe para situações imprevistas e emergenciais e reduz a dependência quando ocorrem de fato.

3) Conhecimento da situação em que o usuário se encontra

Conhecer o Perfil Demográfico e Social é Vital:

Agir no presente,

Planejar para o futuro e

Planejar para as contingências

A análise quantitativa e qualitativa dos colaboradores deve ter esse ser humano visto de forma holística, por inteiro, no ambiente de trabalho e nos demais espaços de convivência, pois suas necessidades, potencialidades, expectativas, se expressam em todo esse universo, que é o social

Acolhimento é simples. Acolhimento social, requer uso de metodologia própria aos profissionais de Serviço Social, compartilhada com os demais saberes dos profissionais de RH, atuando de forma transdisciplinar.

Acolhimento social deve ser uma prática à disposição,acessível sempre que necessário, aplicando todos os propósitos declarados pelos líderes agora , durante a crise, mas que precisam ser monitorados por verdadeiros guardiões: os profissionais de RH.

Por Jorgete Lemos, Diretora de Diversidade da ABRH Brasil. É uma das Colunstas do RH Pra Você. O conteúdo dessa coluna representa a opinião do colunista. Foto: Divulgação.

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